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O ASSISTENTE SOCIAL NO HOSPITAL

 

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INTRODUÇÃO

A função universal do Serviço Social é a intervenção naquelas dificuldades sociais que impedem a sobrevivência dos indivíduos e nas que limitam sua capacidade de desenvolvimento bio-psico-social, sobre a base de elementos operacionais diferenciados: indivíduos, grupos ou comunidades. É sobre este ponto em que se focam as diversas monografias prontas e artigo científico envolvendo o tema.

No ambiente hospitalar, essa intervenção é de vital importância, porque a situação básica que afeta os indivíduos que são atendidos é a recuperação da saúde.

O conceito de saúde foi evoluindo através do tempo, e inclusive hoje em dia se põe em dúvida o da Organização Mundial da Saúde, como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de doenças”, emitido no dia 7 de abril de 1948. A anterior definição significou um grande avanço, pois incorpora critérios de índole psico-social e não somente os somáticos como era o tradicional. No entanto, a tese moderna sustenta que a definição da OMS nos coloca frente a uma concepção estética, já que o conceito de saúde se encerra dentro da idéia de completo bem-estar. . .

Equiparar bem-estar na área física, com a adaptação física do homem, implica uma definição tautológica... O homem estará em saúde se pode manter o intercâmbio com fatores favoráveis e desfavoráveis do meio, resolver os conflitos que são propostos, construindo precisamente no instante do combate, de seu acionar frente aos conflitos, a idéia dinâmica da saúde, que inclui fundamentalmente o critério de um ser ativo que conquista tal saúde. O estado normal, quase constante, nesse aspecto da área física do homem consiste em sua luta, em sua ação dinâmica. Sustenta-se a igual posição em relação com a área mental e com a área social, eliminando o conceito de adaptação.

As considerações sobre a natureza da doença também evoluíram, desde o castigo dos deuses na Antigüidade, até o moderno enfoque médico social. “Não se poderá falar de saúde nem de doença, se forem ignorados os fatores sociais que afetam a vida dos homens, e fundamentalmente, que constituem seu sustento.

O exposto anteriormente nos permite determinar que o papel do assistente social na equipe hospitalar está relacionado com os fatores sociais que intervêm na promoção da saúde, na prevenção das doenças; na cura, convalescência e reabilitação dos doentes como indivíduos, membros de uma família e da comunidade.

Desta feita, tem-se como objetivo desta monografia de base, elaborada por nossa equipe, o estudo do papel do Serviço Social no hospital, como instituição integradora. Tem-se, desta forma, uma introdução de monografias e de TCC

O SERVIÇO SOCIAL NA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR

Contexto hospitalar

O trabalho diário do assistente social pode ser desenvolvido em âmbitos muito diferentes, como por exemplo em um hospital. Como se pode imaginar, na instituição hospitalar confluem numerosas profissões diferentes. Algumas têm contato direto com o doente, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, zeladores, etc. Outros, por sua vez, concentram-se na pesquisa, na gestão e na administração. Todos eles são necessários e fazem parte de uma grande máquina que trabalha com um objetivo comum: oferecer uma assistência sanitária de qualidade ao doente, bem como um atendimento e um tratamento adequados a este e seus familiares. É neste contexto no que se desenvolve o papel cotidiano.

O Serviço Social é um dos recursos com os quais contam os hospitais cujo âmbito de ação é o social. Quem não conhece o trabalho dos profissionais desta área se questionam com freqüência em que consiste e, se às vezes não resulta mais fácil explicar a própria atividade, ainda resultando mais difícil nestecaso, dado que se trata de um âmbito amplo e de uma tarefa pouco conhecida. Talvez por isso os assistentes sociais em numerosas ocasiões devem explicar em que consiste seu afazer.

Em geral, os indivíduos se dirigem ao hospital porque têm problemas de saúde. Algumas pessoas vão a consultas, mas outras são internadas. O papel do assistente social recai, principalmente, sobre estas últimas. Resulta fácil imaginar o que pressupõe uma situação assim. No mínimo, constitui uma mudança na vida diária do paciente e, obviamente, se o problema de saúde é grave, então há dor, preocupações, desejos, oportunidades, medos, esperanças, etc. Quando não se goza de boa saúde muda-se, põe-se às ordens de outros, o processo curativo está em mãos de outros. Alguns doentes convivem relativamente bem com este processo, mas outros não. No entanto, inclusive quando a cura não é possível, deve-se cuidar do paciente do melhor modo possível. Para isso, o material e as equipes dos hospitais devem funcionar perfeitamente, sempre escutando e tendo em conta ao paciente.

O SERVIÇO SOCIAL

A sociedade conta com um sistema de bem-estar cujo objetivo é satisfazer as necessidades educacionais, sanitárias e de serviços sociais dos cidadãos, sendo que o Serviço Social hospitalar faz parte de tal sistema. Conquanto o âmbito de ação seja o sanitário, para executar seu trabalho, deve-se contar com serviços sociais e vice-versa. No trabalho, encontra-se com diferentes circunstâncias que surgem a partir de problemas sanitários, mas não se deve esquecer que as internações hospitalares são temporárias, ainda que em ocasiões suas conseqüências sejam definitivas.

É preciso ter em conta que a OMS, em sua definição de saúde, indica que é necessário entender o termo em seu sentido mais amplo, incluindo a saúde física, mental e social.

Normalmente, a atuação do assistente social na instituição hospitalar depende da iniciativa de um profissional que esteja diretamente ligado ao atendimento ao paciente. Cabe destacar que em algumas ocasiões são os próprios pacientes ou seus familiares os que buscam o serviço do assistente social. Depois de receber tal notificação, o profissional se reúne com o médico ou o enfermeiro correspondente e se solicita informação sobre quem é o paciente, qual é seu diagnóstico e seu prognóstico e quanto tempo deverá permanecer internado no hospital. Esses dados resultam imprescindíveis e marcarão o tempo que o assistente social possui para trabalhar com um paciente determinado, já que seu labor finaliza quando recebe a alta médica.

Como se pode observar, o trabalho social hospitalar está muito vinculado à alta médica, já que esta marca o prazo em que se deve esgotar todos os trâmites e recursos possíveis. Nos hospitais, com freqüência surgem "circunstâncias sociais adversas" que, em opinião de médicos e enfermeiras, justificam a intervenção do assistente social. Em cada caso, realizam-se uma valoração e um diagnóstico sociais baseados na análise das carências e as necessidades existentes, para depois passar à definição das ações que devem ser realizadas. Normalmente, depois deste processo se sabe que precisa um paciente determinado, que precisa sua família e daí se pode fazer a respeito.

As circunstâncias que podem ser encontradas nos hospitais são muito variadas. As vezes surgem situações novas como conseqüência de uma doença determinada. Nesses casos, a proposta é saber que fazer face ao futuro, como enfrentar a essa nova situação, com que meios e com que mediadores. Na maior parte das vezes é preciso modificar o modelo de funcionamento anterior para adaptar-se às novas circunstâncias. Em outras ocasiões, no entanto, as circunstâncias não são novas: até então resultaram úteis e se adaptaram à vida do paciente, mas a falta de saúde acentua as carências preexistentes e se exige uma reorganização das mesmas.

O trabalho dos assistentes sociais resulta imprescindível para levar adiante essa reorganização. Depois de realizar uma valoração e um diagnóstico social, remete-se o paciente a outros serviços e recursos. Atualmente, os recursos do sistema sanitário e dos serviços sociais podem dividir-se em três tipos:

· De âmbito sanitário: hospitais, centros de estadias intermediárias e centros sanitários de primeiro nível.
· Centros de âmbito sócio-sanitário.
· Recursos dos serviços sociais: serviço de assistência a domicílio, estadias temporárias e residenciais.

Portanto, o serviço social hospitalar tem muito a ver com a organização de tais recursos e resulta muito importante à hora de coordenar-se com o restante dos assistentes sociais. Assim mesmo, este profissional deve ser um referente para pacientes e familiares durante os atendimentos hospitalares, já que a doença pode modificar a perspectiva e a capacidade de enfrentar as dificuldades por parte do doente e seus familiares. Por essa razão, a tarefa consiste em contribuir um enfoque ativador e objetivo tanto aos profissionais sanitários como aos pacientes e a suas famílias, sem esquecer o papel do assistente social como vínculo entre o âmbito sanitário e o social.

Como indicado anteriormente, deve-se lembrar sempre que a situação das pessoas que enfrentam problemas de saúde não é habitual para elas nem para seus familiares. A notícia de que se sofre de uma doença costuma afetar a maioria das vezes aos indivíduos, que se encontram desprevenidos contra tal situação e costuma ter conseqüências em seu meio, em sua família, no trabalho, etc.

Na prática hospitalar, infere-se que em muitos casos os doentes perdem de alguma maneira sua função na sociedade porque tanto a sociedade como o sistema sanitário os situam em outro nível e lhes adjudicam outro status: o de enfermos. Parece, portanto, que ser pessoa e ser enfermo não são coisas que se encontrem ao mesmo nível.

Se o indivíduo é o eixo e o objetivo principal dos sistemas de bem-estar, quem trabalha neste âmbito deve aliar esforços para avançar tanto no setor sanitário como no social. Deve-se unir esforços para satisfazer as necessidades do indivíduo em seu conjunto e, ao mesmo tempo, fomentar a gestão eficaz que a sociedade está demandando.

Para isso, é necessário elaborar políticas baseadas no consenso e gerar espaços comuns entre as diferentes instituições, sistemas e âmbitos. Tudo isso resulta imprescindível para dar uma resposta adequada aos desafios enfrentados atualmente e para oferecer o melhor sistema possível a quem hoje necessite.

A IDENTIDADE, ESPECIFICIDADE E PAPEL DO SERVIÇO SOCIAL NA ÁREA DA SAÚDE

A referência histórica da especificidade de Serviço Social, de acordo com monografias e pesquisas de tcc realizadas, remete às denominadas formas de ajuda e de assistência social, não como meros antecedentes, senão como as práticas a partir das quais surge a atuação do Serviço Social como uma profissão.

As formas de ajuda e assistência não são etapas cronológicas de uma suposta evolução de Serviço Social, senão que são práticas prévias e autônomas a esta prática profissional. Cada uma delas surgiu e se desenvolveu ante os efeitos de diferentes circunstâncias sociais e em diferentes processos, e até os dias contemporâneos, continua o exercício da caridade e da filantropia, da beneficência e da política, simultaneamente ao desenvolvimento de Serviço Social como atividade profissional.

Desde este enquadramento, a compreensão da assistência social como uma profissão centrada em uma prática social crítica, que encontra sua especificidade na produção de conhecimento, através de um processo de reflexão – ação.

A identidade profissional é uma construção histórica, complexa, polifacética, contraditória. Nesta perspectiva, já não há espaço para se tratar de uma identidade, senão de identidades plurais, sempre contingentes e precárias. "O tema da identidade não se situa somente em uma encruzilhada, senão em variadas."( Lévi- Strauss)

Não se poderia abordar nada da identidade sem aludir à diferença que é a que a distingue, a que lhe fixa seus contornos. Aristóteles estabelece que toda diferença tende a uma 'precisão específica' que a defina como tal, pelo que procurará separar algo de uma coisa das demais coisas, o que lhe permitirá assinalar e defender as fronteiras ou limites de cada coisa separada, afirmando a cada uma em sua peculiaridade, isto é, em sua identidade, que a afirmará, por sua vez, frente às outras coisa(Aristoteles).

Por sua vez, Hegel afirma a mesma ideia ao expressar o que é a diferença a qual determina a identidade, como é a identidade a que define a diferença.

De tal maneira, que é mediante a diferença que um indivíduo existe como uma unidade diferente e,portanto, distinguível pelos Outros. É pela distinção com que se define a diferença, que tal pessoa projeta uma forma e um caráter discernível para os demais e não se dilui em um mar de homogeneidade. Assim, é o próprio indivíduo quem reafirma sua própria identidade ao constatar sua diferença com respeito aos Outros que os faz diferentes a si, e é ao mesmo tempo a identidade dos Outros a que define a diferença que constatam no indivíduo. Não se pode evadir da diferença ainda quando se esforçasse em fundir-se em outro corpo.

O que interessa é a interdependência entre a identidade pessoal e o mundo social. E. H. Erikson faz notar, em sua excelente dissertação de mestrado, a relação mútua entre a identidade do homem e o mundo que o rodeia, no sentido que o homem procura dar identidade a este mundo, de modo tal que, por sua vez, este mundo possa dar identidade a ele.

Desde estas relações e representações, um elemento, seja individual ou coletivo, constrói sua autoimagem e a imagem do outro: a identidade se estrutura, mantém-se ou se modifica em relação aos outros. Para o Serviço Social, a identidade não é somente uma definição lembrada pelo coletivo profissional, também não é uma série de traços ou características que sejam portadores, senão que é tudo isso e ademais, também se constitui da visão que os outros constroem sobre as pessoas. A visão dos outros marca profundamente a própria visão de um indivíduo sobre si mesmo, e é por isso que também os constitui.

O campo de intervenção vem sendo povoado por múltiplos elementos, que não estão somente na pobreza, nem cativos das Políticas Sociais do Estado. É possível tratar de um campo de intervenção pertinente a disciplina em questão que se delimita recuperando certas constantes das diferentes lógicas do campo social, e que se estrutura como campo profissional. Isto é, há um núcleo rígido da identidade que se mantém, e que de alguma maneira faz, sem recair em digressões essencialistas, à essência do ofício e do sentido da profissão aqui abordada. Esse núcleo rígido radica em que o Serviço Social, que, como toda prática social está estruturada por uma situação macrossocial estruturante, significa uma intervenção social com o propósito de transformar ou estabilizar certo aspecto da realidade social.

Publicado em 20/05/2011

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