Monografia | AC  
Faça aqui seu orçamento !
Contatos
MONOGRAFIA ACAprenda sobre Monografia prontaDissertação de MestradoProjeto de PesquisaFormatacao ABNT de MonografiasArtigo CientificoQualidade MonográficaInvestimentoEntre em Contato Conosco

A FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR

 

Feed da Monografia ACTwitter da Monografia ACPerfil Facebook

VOLTAR PARA MAIS TEMAS DE MONOGRAFIA E TCC DE PEDAGOGIA

INTRODUÇÃO

São muitos os especialistas que se referem às finalidades da educação continuada do professor, sendo que muitos deles se orientam para o desenvolvimento integral da pessoa, inclusive a UNESCO se deu à tarefa contribuir de maneira substancial para resolver esta questão, que resulta fundamental para quem está envolvido nesta nobre tarefa do ser humano.

De tais contribuições se faz evidente a importância que tem a dimensão afetiva e o desenvolvimento pessoal de docentes e alunos, a partir da teoria da aprendizagem, de forma que para consegui-lo é necessário voltar-se ao estudo dos processo próprios do professor, que surge então como a ponte entre o desenvolvimento e o aluno.

Na atualidade a educação no Brasil tomou um enfoque de ensino de formação por competências, os desafios que se apresentam são grandes e levam às instituições e aos docentes a implementar ações que melhorem os processos de ensino-aprendizagem e, portanto, a elevar a qualidade dos serviços que prestam de maneira que se obtenham resultados visíveis no aproveitamento dos alunos, os quais são medidos a partir de instrumentos que se orientam à aferição do conhecimento, de tal maneira que as dimensões afetivas da pessoa e os processos para consegui-lo chegam a ficar em segundo plano, pelo que é necessário precisar:

Que se pode fazer para que as instituições e os professores fomentem o crescimento pessoal de quem participa do processo educativo?

FINALIDADES DA EDUCAÇÃO CONTINUADA DO DOCENTE

Para precisar os fins da educação é necessário perguntar-se algumas coisas que nos orientem a respeito do fenômeno educativo e qual é o papel que apresenta na sociedade. Primeiramente a educação é um processo que se dá entre os homens, já que nenhuma outra espécie tem um sistema educativo tão aprimorado, fazendo tal conceito parte da Filosofia da Educação.

Conquanto, podem-se observar condutas de aprendizagens básicas em algumas espécies, não é de maneira alguma um sistema formal, nem tem objetivos além de assegurar a sobrevivência de tais espécies de forma consciente, somente evolutiva, a diferença do ser humano, que não só aprende, também se educa, instrui-se e se atribuem valores transcendentais ao processo de ensino-aprendizagem.

A política de formação continuada não pode limitar-se a enunciar os grandes princípios de pensamento da educação, " fazendo-se preciso que persiga objetivos de tipo antropológico, onde se dêem citação as considerações de tipo espiritual, filosófico, cultural que uma sociedade sustenta".

A educação cotinuada do professor está imersa num contexto social determinado, em condições próprias de um país, estado ou comunidade, portanto, para definir as finalidades da formação docente é obrigado fazer-nos algumas perguntas fundamentais tais como: quem define os conteúdos da educação, o que vai ensinar?: A autoridade política, a sociedade, os professores?, Que se transmite?: Conhecimentos, habilidades, atitudes, valores?, Como se avalia a educação?, Quem são os destinatários da educação formadora do professor? Em si poderíamos resumir numa só pergunta: quais são os fins da educação?.

Ter em conta as questões anteriores pode nos ajudar a entender, analisar e tomar uma atitude crítica ante as finalidades da formação e do aprimoramento docente que de maneira oficial nos oferecem os organismos internacionais e locais, pois à resposta das perguntas anteriores necessariamente chegaremos à conclusão de que a educação se dá do homem, pelo homem e para o homem, isto é,  esta é um processo meramente antropológico e, portanto, as finalidades deverão tomar em conta as dimensões humanas e propiciar seu desenvolvimento e crescimento, cobrando ainda mais importância no caso do professor já que todo conhecimento agregado pelo mesmo será, mesmo que inconscientemente, passado a seus alunos, seja na forma presencial ou nos novos modelos de educação a distância - EAD. Tratando-se de EAD, esta é uma esfera do conhecimento pedagógico que não pode faltar para o docente em formação constante, de forma que o mesmo sempre deve se atualizar em relação ao uso de ferramentas educacionais, como o blog, por exemplo. (saiba mais sobre monografia e blogs)

Neste sentido se pode afirmar que a Educação continuada do professor deve levar o ser humano a ser mais humano. "….se referem ao mesmo tempo à perpetuação de uma tradição e à possibilidade de um futuro diferente"

Falar das finalidades da educação do professor, portanto, remete-nos a considerar aspectos próprios do ser humano, tais como: a cultura, a moral, as tradições, o que espera a sociedade da educação, etc a isto se refere Delval quando afirma que os objetivos da educação devem estar relacionados com os ideais sociais compartilhados:

"O tipo de homem que se deseja produzir, os conhecimentos que se podem considerar como indispensáveis, isto é, o que a sociedade considera que se deve saber".

Já que a formação dá resposta às necessidades da sociedade, que se refletem nos planos e programas de estudo, nos paradigmas mutantes que se adaptam e adotam com o tempo e a evolução da sociedade e que podem obedecer segundo a época a fatores sociais, econômicos ou qualquer aspecto que influa de maneira primordial à sociedade num momento dado.

Procurar os fins da educação continuada do professor implica necessariamente em procurar o aspecto humanizador dos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, a comunidade educativa em seu conjunto deve receber os benefícios de um processo que ajuda a expressar suas potencialidades como pessoas.

Assim, por exemplo, Dewey (1971) considera três aspirações educativas ou fins fundamentais:

- o desenvolvimento natural, para o que "a conclusão não é educar aparte do ambiente, senão oferecer um ambiente no que possam dedicar-se a usos melhores os poderes congênitos" (p. 131);

- a eficácia social, que vem traduzir-se como socialização, como boa cidadania, como capacidade para ganhar a vida sem ser um lastro para os demais, como correto uso da riqueza, dos meios e dos produtos da indústria;

- e, por último, a cultura, quanto supõe de cultivo e maturação da pessoa.

PILARES DA FORMAÇÃO DOCENTE

Existem esforços por conseguir definir os fins da preparação docenteque empreenderam organizações mundiais

No ano de 1993 foi estabelecida oficialmente a Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI, financiada pela UNESCO e presidida pelo Sr. Jacques Delors que junto com um grupo de outras 14 eminentes personalidades do mundo inteiro, procedentes de diversos meios culturais e profissionais, dedica a maior parte de seu tempo a propor soluções e alternativas para a educação neste século.

Delors (1994) argumenta que existem quatro pilares sobre os quais descansa a educação em sua tarefa de formar e educar os estudantes e são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser; compreender estes pilares é primordial se queremos entender a finalidade da educação, é por isto que os descrevo em seguida.

a. Aprender a conhecer

Este pilar alude à dimensão cognitiva do processo educativo, de maneira generalizada atende à concepção tradicional de que a escola é um lugar onde de maneira única e exclusiva se transmitem e adquirem conhecimentos em sua maior parte teóricos.

Aqui Delors se refere a uma das finalidades da escola que é a parte formal e atende o lado intelectual da pessoa, consistindo em adquirir os instrumentos do conhecimento e faz ênfase nos métodos que se devem utilizar para conhecer.

Possibilita aprender a compreender o mundo que nos rodeia ao menos suficientemente para viver com dignidade, desenvolver suas capacidades e comunicar-se com os demais combinando uma cultura geral suficientemente ampla com a possibilidade de aprofundar os conhecimentos num pequeno número de matérias.

O que supõe, ademais, aprender a aprender para poder aproveitar as possibilidades que oferece a educação ao longo da vida.

b. Aprender a fazer

Consiste em preparar alguém para uma tarefa material definida, para que participe na fabricação de algo, este aspecto se prioriza de maneira substancial no enfoque da instrução atual já que a educação por competências se baseia precisamente neste pilar, sem deixar de fomentar as dimensões restantes, os educadores devem ter cuidado de não supervalorizar este aspecto já que é necessário o equilíbrio e o desenvolvimento de todas as potencialidades humanas do estudante.

Este pilar promove que em lugar de conseguir uma qualificação pessoal (habilidades) faz-se necessário adquirir competências pessoais como trabalhar em grupo, tomar decisões, relacionar-se, criar sinergias, mesmas que se vêem refletidas nos programas de estudo da nova reforma, desde educação básica até a superior.

c. Aprender a Conviver

Alude à dimensão social do processo educativo, propõe a diversidade como um elemento necessário, como uma riqueza que tem de ser tratada adequadamente para igualar (em sentido de equidade) a todos e assim evitar conflitos, propõe a questão da empatia.

Entender que o outro tem razões tão justas como as suas para discordar, desenvolvendo o entendimento do outro e a percepção das formas de interdependência. É aqui onde o trabalho grupal toma importância, pois a sociedade moderna precisa de pessoas que saibam trabalhar em equipe, realizar projetos comuns e preparar-se para tratar os conflitos respeitando os valores de pluralismo, entendimento mútuo e a paz.

d. Aprender a Ser

Consiste no desenvolvimento total e máximo possível de cada pessoa, propõe a necessidade de que cada ser humano deve estar em condição de dotar-se de um pensamento autônomo e crítico para elaborar um juízo próprio, para determinar por si mesmos que devem fazer nas diferentes circunstâncias da vida, é neste ponto onde o sentido crítico, a reflexão, a autoanálise, adquirem importância para o desenvolvimento do estudante como pessoa, não só como produto de uma sociedade baseada no consumo, deixa de ser objeto para ser um sujeito com pensamento próprio.

CONCLUSÃO

É necessário considerar os quatro pilares da formação docente como uma ferramenta orientadora, que nos indicam que é o que procura a educação, de modo que cada um deles nos indica um complemento. De jeito nenhum devemos vê-los como optativos, em nenhuma hipótese, é necessário vê-los desde uma dimensão sinérgica e complementar,pois cada um atende a um aspecto diferente da educação integral do ser humano que é o professor, aprender a conhecer (aspecto teórico, científico), aprender a fazer (aspecto tecnológico), aprender a conviver (aspecto social), aprender a ser (aspecto humano, transcendente).

Nosso Sistema Educativo de formação docente deu prioridade às dimensões cognitivas, às relacionadas com o conhecimento e deixou de lado as dimensões afetivas é por isto necessário atuar de maneira congruente com as finalidades da educação para o qual proponho:

1. Que os professores adquiram os conhecimentos e habilidades próprias do crescimento pessoal, pondo mais atenção a seus processos de vida e desenvolvendo atitudes de empatia para com os alunos.

2. Dedicar espaços e ações claramente delimitados nos planejamentos, que tenham como propósito o desenvolvimento das dimensões afetivas de seus alunos.

3. Oferecer espaços de crescimento pessoal aos docentes, como parte da capacitação permanente.

E não se esqueça: na necessidade de obter monografias sobre um determinado tema, não hesite em entrar em contato com a Monografia AC.

Se você chegou até aqui, quem sabe gostaria de ler também sobre:

VEJA OUTROS TEMAS DE MONOGRAFIAS DE PEDAGOGIA

ESCOLHER O TEMA DE UMA MONOGRAFIA - Saiba como selecionar o melhor tema para monografias sem risco de errar.

ORIENTADOR E MONOGRAFIAS DE PEDAGOGIA - Veja como aproveitar melhor seu orientador para que sua monografia não saia dos prumos. Dicas sobre como conduzir sua relação com seu professor.

BIBLIOGRAFIA PARA MONOGRAFIA - Veja aqui como selecionar as melhores bibliografias para sua pesquisa monográfica sobre Pedagogia e Ensino.

CONHEÇA NOSSO TRABALHO EM MONOGRAFIAS - Saiba mais sobre o papel da AC Monografia no âmbito de trabalhos monográficos

A EDUCACAO NO BRASIL - O INVESTIMENTO - O processo de investimento na educação brasileira


Monografia ortografia
Monografia matemática
Monografia negro Brasil

BIBLIOGRAFIA

CORREA, Maria Laetitia e SOUZA, Kárita de Oliveira. Algumas práticas de formação continuada: entraves à implementação de mudanças político-pedagógicas. Presença Pedagógica, v.7, n. 38. mar/abril, 2001 -

CARVALHO, Luiz Cláudio Renouleau, Educação Continuada uma breve reflexão.
Universa, Revista da Universidade Católica de Brasília. Vol7 n.1, feve.1999

DEMAILLY, Lise Chantraine. Modelos de formação contínua e estratégias de mudança.In: NOVOA, Antônio Os professores e sua formação. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1992.p.139-158.

FELIPPE, Beatriz Tricerri. Desenvolvimento profissional e formação continuada na ótica do pedagogo gestor e coordenador de espaços educativos em geral. Revista da Faculdade de Educação Ciências e Letras, vol IV – 2001 Porto Alegre. ( Educação e Cidadania - Curso de Pedagogia)

FRAZZON, Lúcia M. O compromisso com a formação continuada do professor. Revista roteiro, Joaçaba v.xxxvi n.46 jul/dez. 2001 / P 81-91

GATTI, Bernadete . Formação de professores e carreira:problemas e movimentos de renovação. Campinas, autores associados, 1997.

________________Formação continuada de professores: a questão psicossocial Cadernos de Pesquisa – Fundação Carlos Chagas. Julho 2003. n.119

MARÇAL, Juliane– Novas tecnologias da informação e comunicação no contexto da formação continuada à distância. Perspectiva científica informacional. Belo Horizonte, v.5;n.2; p.267

MARIN, Alda Junqueira. Formação de professores: novas identidades, consciência e subjetividade. IN: In: TIBALLI, Elianda F. Arantes, CHAVES, Sandramara Matias ( orgs.)Concepções e práticas de formação de professores – diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. p.57-73 ( Trabalhos apresentados no XI ENDIPE – Goiânia – Goiás, 2002).

NOVOA, António. Formação de professores e profissão docente. In: NÓVOA, António Os professores e sua formação. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1992.p.139-158.

SANTOS, Boaventura de Souza. Pela mão de Alice – O social e o político na pós-modernidade. 2a. ed. São Paulo: Cortez, 1996.

TARDIFF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2002.

ROSA, Dalva E. Gonçalves.Investigação – ação colaborativa: uma possibilidade para a formação continuada de professores universitários. In: TIBALLI, Elianda F. Arantes, CHAVES, Sandramara Matias ( orgs.)Concepções e práticas de formação de professores – diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. p.165-188 ( Trabalhos apresentados no XI ENDIPE – Goiânia – Goiás, 2002)

VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Professor: tecnólogo do ensino ou agente social? In: VEIGA, Ilma.P.A e AMARAL, Ana Lúcia. Formação de Professores – Políticas e debates.Campinas, SP: Papirus, 2002. p.65-93


 
COPYRIGHT