Monografia | AC  
Faça aqui seu orçamento !
Contatos
MONOGRAFIA ACMonografias prontasDissertação de MestradoAnteprojetosFormatacao ABNT de Monografia e tccArtigo CientificoQualidadeInvestimentoEntre em Contato Conosco

A CARBOXITERAPIA

 

Feed da Monografia ACTwitter da Monografia ACPerfil Facebook

VOLTAR PARA MAIS TEMAS DE MONOGRAFIA E TCC DE MEDICINA

A carboxiterapia tem sua aplicação cada vez mais comum em consultórios médicos, principalmente por fatores estéticos, pelos seus diversos benefícios na saúde dérmica. Assim, este tema visa esclarecer como se pode tratar esta temática em uma monografia ou mesmo um TCC na área da Medicina, especificamente no campo da estética.

HISTÓRICO DO USO DO GÁS CARBÔNICO COMO AGENTE

O aspecto histórico da utilização desta técnica na área da saúde é de importante tratamento em uma introdução de monografia, como forma de contextualização para um TCC nesta área do conhecimento, ou mesmo para um artigo científico, sendo que neste caso o espaço dedicado para a evolução histórica pode ser menor.

O conhecimento das propriedades benéficas de Carboxiterapia remonta à idade média, época na qual a água ácida e as “fumaças” saídas da terra (fumarolas de CO2) eram reconhecidas como possuidoras de fortes poderes curativos e eram eficazes contra o Ergotismo também conhecido como “febre de Santo Antônio” que era causado por envenenamento pelo Esporão do Centeio (o fungo Claviceps purpurea) que com freqüência ocorria nessa época.

Em 1624, o médico e alquimista Belga, Johann Baptiste Van Helmont (1577- 1644) confirmou que estes gases continham CO2 ou Dióxido de Carbono. As propriedades anti-infecciosas do Dióxido de Carbono foram descobertas e estudadas posteriormente por Boyle (1627 – 1691) e Lavoisier (1743 – 1794).

A primeira pesquisa médica do uso do CO2 foi praticada por Laloutte (1777) que descobriu que problemas crônicos da pele eram curados com aplicações seriadas de CO2.

Em Bad Nauheim em 1845, foram descritas as mudanças em pele: “pele congestionada, vermelha e aveludada”. Piderit em 1836 e Beneke em 1859 descreveram uma sensação de calor e rubor na área da pele tratada com as águas enriquecidas com CO2.

Em 1911 Goldscheider discutiu a possibilidade de que o rubor da pele lavada em águas enriquecidas com CO2 deriva de um efeito vasomotor por estimulação sensorial pelo CO2. Heidger em 1928 foi o primeiro em demonstrar que o CO2 é absorvido através da pele intacta.

As aplicações subcutâneas de CO2 foram realizadas pela primeira vez em 1932 na França, na estação de Royat utilizando o gás natural da estação termal para tratar problemas arteriais, venosos e as úlceras de pele.

Em 1946 médicos da estação termal assinalaram e publicaram os benefícios reais da Carboxiterapia em matéria de celulite, a patologia estética de grande demanda na atualidade.

Hentschel H.D publicou na Alemanha, nos anos 60 uma série de estudos clínicos nos quais descrevia os benefícios de Carboxiterapia nos problemas cardiovasculares. Conquanto o tratamento foi iniciado em França e introduzido na Itália em 1990 por Berlotti e De Bernardi não foi senão até 1995 que o termo “Carboxytherapy” foi cunhado por Luigi Parassoni durante o XVI Encontro Nacional de Medicina Estética, realizado em Roma pela sociedade italiana de Medicina Estética.

Na França, o Instituto de Pesquisa Cardiovascular de Royat, instituição especializada em investigação sobre Carboxiterapia em problemas cardiovasculares segue marcando a pauta quanto ao uso do CO2 para benefício da saúde. Este instituto foi inaugurado em junho de 1946 e agora, com mais de 60 anos, conta com estudos e publicações científicas que respaldam a aplicação do CO2 em tratamentos médicos.

Na Itália, desde 1993, sob a direção da escola italiana da Universidade de Siena, vários cientistas contribuíram com estudos clínicos de grande importância sobre a eficácia de Carboxiterapia em tratamentos médicos diversos.

O aporte de cientistas de vários países Europeus, principalmente Alemanha, foi determinante no avanço das investigações sobre Carboxiterapia.

Atualmente, esta técnica está amplamente difundida em países de Europa, Ásia, América do Norte e América Latina.

MECANISMO DE AÇÃO CARBOXITERÁPICA

É neste campo que a maioria das monografias ou projetos de pesquisa envolvendo o assunto residirá, de modo inicial para depois enfocar um tratamento específico, como na maioria dos casos, já que a dinâmica de tal mecanismo é essencial para o problema da pesquisa.

A terapia com Dióxido de Carbono foi usada desde tempos antigos com a finalidade de curar problemas de pele, reumáticos e circulatórios. As observações científicas foram dando crédito às propriedades do CO2 quanto a regeneração de tecidos e melhora da circulação sanguínea.

Pesquisas médicas posteriores deixaram demonstrado o benefício do dióxido de carbono na saúde humana. Assim, poder-se-ia citar as formas como a Carboxiterapia intervém para melhorar a saúde humana:

A Carboxiterapia melhora a microcirculação no tecido tratado, mecanismo de tratamento das olheiras, por dois mecanismos propostos: vasodilatação e indução de angiogênese (formação de vasos sanguíneos)

Chegou-se a demonstrar que a terapia com dióxido de carbono é capaz de causar indução da síntese local do fator de crescimento vascular endotelial, o que resulta numa formação de novos capilares dependente de óxido nítrico. (Circulation, 2005) Dr. Takashi, na Universidade de Oklahoma, EUA, demonstrou o benefício de Carboxiterapia na circulação da pele. Afirmou que os resultados obtidos em seu trabalho de pesquisa (publicado em J Invest Dermatol 93:259-262, 1989) no qual se evidencia incremento do fluxo sanguíneo em pele e melhora do metabolismo tissular, o dióxido de carbono poderia ser útil para a cura de feridas e problemas circulatórios na pele.

A Carboxiterapia favorece a formação e a troca de colágeno e elastina

Dr. Julio Tavares desenvolveu e publicou um estudo experimental em roedores, no qual demonstrou por meio de biópsias, que as injeções intradérmicas de CO2 incrementam a produção de colágeno na pele (Journal of Drugs in Dermatology, march 2008).

Carboxiterapia tem efeito analgésico e antiinflamatório

Os pesquisadores afirmam que a analgesia observada é conseqüência de um aumento local do fluxo sanguíneo (Brockow, 2000).

Parece ser que existe também um efeito mecânico ao aplicar o dióxido de carbono, sendo este efeito direto sobre os receptores dérmicos de Golgi e Paccini e ao ser estimulados se produz sínteses e liberação de substâncias como bradiquininas, histamina, serotonina e catecolaminas, estas substâncias podem ser as mediadoras do efeito analgésico e anti-inflamatório da carboxiterapia.

Efeito lipolítico

De acordo com as pesquisas realizadas, esta técnica atuaria estimulando receptores Beta adrenérgicos no tecido adiposo, o que originaria lise da gordura armazenada no adipócito. Esta ação teria como intermediária a enzima adenilato ciclase e ocasionaria incremento do AMP cíclico tissular e liberação de triglicerídios à corrente sanguínea. Brandi et al (Aesth. Plast. Surg. 25:170–174, 2001) demonstraram com estudos anátomo-patológicos lise dos adipócitos sem dano no tecido conectivo adjacente e concluíram assinalando à carboxiterapia como um procedimento válido para o tratamento de adiposidades localizadas.

Estes são quatro pontos importantes a conhecer para compreender como é a dinâmica de atuação da terapia com Dióxido de carbono nostecidos e consegue obter resultados satisfatórios quanto à cicatrização de feridas, alívio da dor, melhora na qualidade de pele, e redução da gordura localizada e o problema estético da celulite.

PAPEL NO REJUVENESCIMENTO

À medida que o ser humano enfrenta o seu processo de envelhecimento, seu rosto começa a demonstrar as consequências da gravidade, as exposições ao sol e reiterados movimentos da musculatura mímica facial. Os tecidos adjacentes que se acham abaixo da pele tendem a formar sulcos e começam a surgir as rugas, os denominados pés de galinha ou inclusive sulcos mais profundos naquelas zonas onde existe maior atividade muscular.

É neste campo que estarão explicitados os objetivos da pesquisa específicos da monografia ou do TCC sobre este assunto, devendo-se enfocar de modo claro como a carboxiterapia pode auxiliar no rejuvenescimento tecidual dérmico.

As rugas são sulcos que surgem ao longo de todo o corpo à medida que o homem ou a mulher vão envelhecendo. Ainda que respondem a um processo natural, supõem uma grande preocupação para uma significativa parcela da população mundial, já que são sinais claros de envelhecimento. De todas as rugas corporais as que mais importância apresentam são aquelas que se desenvolvem no rosto ou face e as que aparecem no pescoço e mãos.

Afirma-se que o colágeno é sinônimo de algo mágico para a pele, ainda que o passo do tempo é seu maior inimigo. Efetivamente, é uma proteína contida na pele que se deteriora com a idade, sobretudo, a partir dos trinta anos ou, inclusive antes, se não se mantêm cuidados especiais. Sem a ajuda e presença das fibras de colágeno, a pele perde elasticidade e firmeza, enquanto diminui a estrutura das células. Esta proteína se localiza entre a epiderme e os músculos, e tem um papel muito importante à hora de manter a textura da pele e firmeza dos músculos. Ademais, o colágeno constitui quase trinta por cento do total de conteúdo proteico do corpo humano, pelo que sua presença é determinante no estado da pele tanto do rosto como do corpo.

O CO2 é um elemento quase vital para a pele, do qual muito pouco se conhece, devido a que assegura a elasticidade, a luminosidade, o resplendor e a transparência da pele, já que estimula a produção de fibras colágenas e elásticas indispensáveis para manter uma pele firme e saudável, ademais ativa diretamente a microcirculação, a oxigenação e portanto melhora a nutrição da pele, assim mesmo o CO2 tem um efeito protetor dos tecidos dérmicos, não só pelos efeitos já mencionados senão também porque serve de barreira de proteção e por outro lado contribui para uma melhor absorção de substâncias ativas. Quanto mais rica e nutritiva seja a textura, maior será seu efeito barreira.

O CO2 tem como finalidade principal renovar os tecidos conjuntivos mediante a produção de fibras colágenas e elásticas, reforçar a capacidade de hidratação e retenção de água no interior das células, o qual proporciona um bom estado à epiderme portanto reduz evidentemente as linhas de expressão, rugas e imperfeições do rosto que aparecem com o passar dos anos.

A forma com que as pessoas se vêem tem um efeito impressionante na forma em que elas se sentem. Portanto, o uso do CO2 é um recurso muito valioso que poderia ajudar não só a desaparecer aquelas rugas e linhas de expressão tão molestas, ou a proporcionar luminosidade e turgência extrema, senão também ajudaria grandiosamente para prevenir um envelhecimento prematuro.

O CO2 é uma eficaz alternativa terapêutica e estética que oferece uma transformação quase natural que pode fazer os indivíduos tão jovens quanto eles se sentem.

Na atualidade, com os avanços em Medicina e o controle das doenças está conseguindo prolongar a expectativa de vida da população, mas ao mesmo tempo, estas pessoas mais longevas procuram também uma aparência mais juvenil, devido a fatores psicológicos coletivos. Conquanto seja um fato inquestionável que nada pode deter o tempo, também é verdadeiro que agora há recursos não somente para sentir-se mais jovens senão também para aparentá-lo.

Entre as várias alternativas de tratamentos conhecidos como “anti-idade” surgiu inicialmente a toxina botulínica que oferece a possibilidade atenuar as linhas do rosto deixadas pelo tempo, assim como a atenuação das olheiras, objeto de estudo desta monografia, mas ademais uma técnica do século passado, cujo fim inicial era os problemas circulatórios, está tomando força pelas propriedades benéficas a nível de pele. Dentro da análise bibliográfica, ambas as técnicas são válidas, não obstante avaliaremos breve e objetivamente a cada uma.

O efeito da toxina botulínica em atenuar as linhas de expressão tem um mecanismo de ação diferente da Carboxiterapia, atuando em um nível muscular. A toxina botulínica é uma substância obtida de um microorganismo e serve para produzir uma paralisia transitória de certos grupos musculares, relaxando a mímica e conseguindo atenuar as linhas de expressão. Os efeitos depois de aplicar a toxina são apreciados após semana da aplicação e costumam durar de 3 a 6 meses (em algumas pessoas um pouco mais).

Riscos: mínimos se a técnica é adequadamente realizada por um médico especializado.

Vantagem: efeito rápido com uma manutenção de 2 a 4 sessões por ano.
Desvantagem: o corpo costuma formar anticorpos contra a toxina, os mesmos que costumam destruí-la cada vez mais rápido pelo que se fazem necessárias mais sessões ao ano, e as vezes, chega-se a um estado refratário ao tratamento. Ademais a toxina botulínica só atua a nível muscular, não melhorando a pele.

A Carboxiterapia, por sua vez, tem efeito a nível dos microvasos da pele, conseguindo ativar a microcirculação sanguínea e linfática (2, 3,), o que implica em uma maior disponibilidade de água, oxigênio e nutrientes para a pele e a maior mobilização e descarte dos refugos, conseguindo-se uma pele densa e lisa. Ademais, esta técnica estimula a formação e reorganização de fibras colágenas e elásticas que outorga tonicidade e turgência à pele.

Com estas propriedades se consegue uma pele fresca, renovada e se atenuam as linhas de expressão.

Riscos: mínimos se a técnica é adequadamente realizada por um médico especializado.

Vantagem: melhora a microcirculação da pele, conseguindo-se uma pele saudável e com aspecto mais jovem e luminoso. Não há formação de anticorpos nem alergias.

Desvantagens: requerem-se várias sessões uma a cada 21 a 28 dias de 6 a 8 sessões (ou mais segundo os requerimentos de cada caso) e manutenção permanente a cada 3 meses para manter o aspecto juvenil da pele. Não tem efeito a nível muscular.

Ambas as técnicas são boas e válidas sempre que sejam bem utilizadas e aplicadas por profissionais médicos experientes. Sentir-se bem é bom, sentir-se bem e ver-se bem está melhor, mas sentir-se bem, ver-se bem e estar realmente bem é o ideal.

TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DA CARBOXITERAPIA

Os resultados do tratamento com o carbono são variáveis e conquanto dependem de cada caso em particular também dependem da técnica que seja selecionada. A aplicação mais frequente é a subcutânea e costuma ser utilizada em quase todos os tratamentos. A aplicação subcutânea de dióxido de carbono, de acordo com um estudo publicado pelo Dr. Julio Tavares, em Journal of Drugs in Dermatology, march 2008), estimula a produção de colágeno e tem como resultado um colágeno mais denso. É neste campo da monografia ou do TCC que estarão especificados os elementos específicos de cada caso com que se tratará a carboxiterapia em um trabalho de pesquisa científico-acadêmica. Pode ser mesmo interessante, em um estudo de caso, descrever sua aplicabilidade e ocorrência real.

A aplicação subcutânea também se utiliza para tratar a gordura localizada e celulite, nestes casos a dose de gás por área de punção será variável bem como o ângulo de posição da agulha.

Nos casos de flacidez de pele, estrias, rejuvenescimento facial, entre outros; a aplicação do gás costuma ser intradérmica. De acordo com os estudos histopatológicos realizados pelo Dr. Tavares, este tipo de aplicação produz um colágeno mais compacto.

Em alguns casos, os protocolos ditam a combinação de ambas as técnicas para conseguir bons resultados como no tratamento para as estrias e a queda do cabelo.

Outra técnica nova é o Descolamento Compartimental, desenvolvida e apresentada no V Consenso Mundial de Terapia com Dióxido de Carbono realizado em Sao Paulo (4 a 6 dezembro 2009) pela Dra. Patricia Erazo. Este procedimento consiste em aplicação profunda de anidrido carbônico a um fluxo alto com o que se consegue desprender inicialmente e depois juntar a pele em sustento ósseo conseguindo um efeito lifting impressionante. Os estudos continuam e as técnicas de aplicação vão aperfeiçoando-se dia a dia.

Não obstante a simplicidade do procedimento, é preciso conhecer as propriedades do gás, a anatomia e fisiologia humanas e as características dos tecidos que se trabalham bem como as patologias que se tratam para ter sucesso com o tratamento.

TEMAS E ARTIGOS DE MEDICINA E SAÚDE

Esta é uma seleção de alguns artigos e temas de monografias e tcc de Medicina. Para mais temáticas, veja Monografias de Medicina

OLIGOTERAPIA E TERAPIAS ALTERNATIVAS - Este artigo trata sobre a oligoterapia e aborda um pouco a prática de terapias alternativas. É um artigo interessante para todos os alunos de Medicina que desejem abordar qualquer terapia considerada alternativa.

SINDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA EM CRIANÇAS - Aqui tratamos sobre a SAOS em crianças, seus impactos e como abordar a temática em um trabalho monografico de conclusao de curso.

IMPACTO DOS TRANSTORNOS ALIMENTARES - A anorexia, a bulimia, entre diversos outros fenômenos passíveis de serem tratados em monografias e artigos cientificos variados.

A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS RADIOLOGISTAS - Como abordar a temática da formação educacional e trabalhista continuada dos profissionais de radiologia em uma pesquisa monografica ou um artigo cientifico

Veja também mais temas de monografias e tcc de Enfermagem

 


 
COPYRIGHT