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ANESTESIA TOTAL ENDOVENOSA

 

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RESUMO

Este é o resumo e a introdução de uma monografia realizada por nossa equipe sobre este tema. A técnica de anestesia total endovenosa (TIVA) na prática da otorrinolaringologia pode ser definida como uma técnica de anestesia geral na qual se administram os fármacos exclusivamente por via endovenosa em ausencia de agentes inalatorios incluindo o protóxido. A TIVA se converteu em uma técnica aceitada popularmente no âmbito da otorrinolaringologia há relativamente pouco tempo. Isto se deve ao surgimento de modernos fármacos como o propofol que associado a opiáceos sintéticos de ação curta, consegue-se uma combinação perfeita para sua administração mediante infusão contínua. Por outro lado, os avanços em modelos farmacocinéticos e tecnologia em sistemas de infusão junto a um melhor controle da profundidade anestésica, conferem-lhe uma técnica simples e ao mesmo tempo segura.

Palavras-chave: Anestesia Venosa Total, Otorrinolaringologia, TIVA, Benzodiazepínicos

Este é um exemplo de resumo de uma monografia

INTRODUÇÃO

A anestesia total endovenosa é obtida pela administração simultânea de diferentes fármacos parenterais que possuem uma ação principal, de máxima especificidade, cuja finalidade primária é a de proporcionar aos pacientes cirúrgicos analgesia e proteção neurovegetativa, além de relaxamento muscular e hipnose; estes conceitos foram descritos por Laborit e Huguenard em 1950 na França.

Cada um destes elementos define a anestesia geral que proporciona excelentes condições de operabilidade com intoxicações mínimas e recuperações muito rápidas; assim, as interações entre os fármacos diminuem sua dosagem de forma importante.

Em 1960, De Castro e Mundeleer descrevem técnicas endovenosas precisas de acordo com o “potencializador” ou anestésico geral parenteral e assim se denominou a “anestesia analgésica potencializada” e a “anestesia analgésica seqüencial”; nesta última técnica, ao finalizar, agrega-se um antagonista de narcóticos.

Com o surgimento ou síntese de novos anestésicos endovenosos mais eficazes e seguros e com o desenvolvimento de técnicas endovenosas em infusão na forma mais simples ou complexa mediante bombas de infusão, com o apoio do conhecimento científico da farmacocinética e farmacodinâmica, surge na atualidade o conceito da anestesia total intravenosa (ATV). O protótipo do anestésico representativo para estas técnicas é o propofol, derivado dos eugenóis; por outra parte, dentro da família das benzodiazepinas, sintetiza-se o midazolam, com propriedades hipnóticas potentes, ação de curta duração, hidrossolúvel, que também foram utilizados em anestesia endovenosa.

Nos últimos anos, está-se assistindo a uma revolução no campo da anestesia, experimentando contínuas mudanças, diversificando seu campo de atuação. Os avanços cirúrgicos que implicam novos desafios no manejo anestésico dos pacientes, o desenvolvimento de fármacos inovadores que aumentam as margens de segurança, as técnicas de monitoramento invasivas e não invasivas que empregam, cada vez mais, um suporte informático, e o controle eficaz da dor crônica e agudo plurietiológico, melhoraram a qualidade de vida dos pacientes.

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As técnicas anestésicas que implicam uma desconexão do paciente do meio que lhe rodeia estão, também, influenciadas por estas mudanças contínuas. Para conhecer o alcance do que o termo "anestesia total" pode chegar a significar, é necessário tentar definir o significado atual da palavra "anestesia" contemporaneamente.

O nome anestesia deriva do vocábulo grego "a aisthesis" (a aisthesis), sendo a definição da privação total ou parcial da sensibilidade produzida por causas patológicas ou provocada com finalidade médica. O filósofo grego Dioscórides usou pela primeira vez o termo anestesia no século I d.C. para descrever os efeitos similares aos narcóticos da planta mandrágora. O termo surgiu subsequentemente em An Universal Etymological English Dictionary de Bailey (1721), como "um defeito de sensação", e novamente na Enciclopédia Britânica (1771) como "privação dos sentidos".

O uso atual da palavra para denotar um estado similar ao sono que torna possível a prática de cirurgia indolor se credencia a Oliver Wendell Holmes em 1846. Nos Estados Unidos, o termo "anestesiologia", para assinalar a prática da anestesia, foi proposto pela primeira vez na segunda década do século XX com o objetivo de recalcar a base científica crescente da especialidade.

A anestesia geral tem como premissa definitória aquela que descreve um estado fisiológico modificado que se caracteriza por perda da consciencial, analgesia de corpo integral, amnésia e certo nível de relaxamento muscular. Apesar de não se suportar em um fundamento científico equiparável com qualquer outro, a anestesia ainda apresenta um alto grau de ciência e arte, ambos em alto nível. Ademais, o estudo anestesiológico foi ampliado além de tornar insensíveis à dor aos pacientes durante a intervenção cirúrgica ou o parto obstétrico, ampliação esta o ensejo motivador do American Board of Anesthesiology, que revisou sua definição em 1989.

A especialidade é única já que uma monografia elaborada sobre esta requer uma familiaridade prática com a maior parte das demais especialidades, incluindo cirurgia e suas subespecialidades, medicina interna, pediatria e obstetrícia, bem como farmacologia clínica, fisiologia aplicada e tecnologia biomédica. A aplicação dos progressos recentes da tecnologia biomédica na anestesia clínica continua fazendo que esta seja uma especialidade excitante e rapidamente evolutiva.

O objetivo desta monografia foi caracterizar a prática de anestesia venosa total na Otorrinolaringologia, durante as diferentes fases desta técnica como indutor ou manutenção; sua dosagem e comportamento cardiovascular e respiratório.

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