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O LIXO NO BRASIL

 

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Introdução

A palavra lixo significou e para a muita gente ainda significa algo depreciativo, algo que carece de valor e que é necessário se desfazer, desta maneira o útil, que nem sempre é necessário, converte-se em um estorvo e é causa do problema de como livrarmo-nos do que consumimos ou produzimos.

No meio rural tal temática nunca foi um verdadeiro problema, pois os resíduos orgânicos seguiam o ciclo da vida servindo de adubo ou de alimento para animais, a pouca quantidade de dejetos líquidos arrojados aos rios eram depurados pelas próprias águas, o grande poder reciclador da natureza ainda não havia sido derrotado pelo ânsia de poder do homem, o que ocorreu somente quando começou a utilizar as matérias primas de uma forma desordenada.

Nas cidades, o lixo continua sendo um problema quase desde a própria origem destas, devido à alta densidade de população, à ocupação irregular de território e ao fato de arrojá-lo nas ruas. Isto produziu a proliferação de insetos, roedores e microorganismos patogênicos, trazendo como conseqüência doenças catastróficas para o homem como a peste. Um sistema ineficiente de gestão dos resíduos produz uma deterioração e depreciação do meio ambiente devido à contaminação do ar, da água e do solo. Assim, modelos de legislação cada vez mais rigorosos são adotados no sentido de coibir práticas abusivas, ao menos na teoria, o que demonstra a preocupação do Direito Ambiental em tal universo.

A coleta seletiva, isto é, a separação dos resíduos na origem, deve ser promovida pelos diferentes povos, em benefício do planeta e também das economias populares.

Lixo Monografia

A reciclagem, bem como a recuperação de matérias primas, são técnicas necessárias para levar adiante o que denominamos um desenvolvimento sustentável. Porém, há uma barreira cultural a ser vencida para que se possa chegar a tal estágio, já que nos consideramos educados se temos o costume de depositar o lixo em seu lugar e acreditamos simplesmente que com isto já cumprimos nossa parte.

No entanto, a problemática ambiente não se resolve somente com isto. Quando envolvemos em sacos plásticos nossos resíduos e os colocamos na rua para que o serviço municipal a recolha, o que estamos fazendo é "passar o pacote" do lixo à autoridade civil.

Veja mais detalhes sobre como fazer uma introdução de monografia ou de TCC

O PROBLEMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

A cada dia é maior a quantidade de lixo devido a:

- o crescimento desordenado de muitas de nossas cidades;
- a grande variedade de objetos produzidos diariamente; e a
- a forma como estes objetos são embalados e comercializados.

Nos países com maior desenvolvimento econômico, a média de resíduos que cada indivíduo gera diariamente é de dois quilos, mais ou menos, e esta média está em aumento. Isto significa, por exemplo, que o lixo gerado nas casas dos Estados Unidos, não nas fábricas, chegou em 2010 a mais de 290 milhões de toneladas. A quantidade proveniente de São Paulo é de mais de 18 milhões de toneladas ao ano.

Para transladar esta quantidade são necessárias, ao dia, mil viagens de caminhões coletores com capacidade de carga de três toneladas cada um. Transladar essas quantidades de lixo requer muito combustível.

De todo o mundo, o Brasil ocupa o décimo lugar dos países que mais resíduos sólidos produzem. Há 50 anos cada brasileiro gerava 300 gramas de lixo diário, hoje cada um gera aproximadamente 900 gramas. Somente em vasilhames de plástico, vão parar nas ruas 90 milhões de toneladas ao ano.

O problema do lixo nas ruas é ainda mais grave em lugares com muito tráfego de veículos, nos acostamentos das estradas, em ruas onde há postos ambulantes ou qualquer esquina. O problema não é de classes sociais, mas de educação e cultura.

Ademais, supõe-se que a cada dia é necessário destinar áreas mais extensas de nossos solos ao depósito do material coletado; ou que sejam arrojadas milhares de toneladas de esgoto sem tratamento ao fundo do mar, contaminando assim este recurso natural que é a fonte da vida e que é patrimônio de toda a humanidade.

FORNOS E DEPÓSITOS DE RESÍDUOS

A forma mais simples para livrar-nos do lixo é queimá-lo. Esta prática, no entanto, não é recomendável, porque se contamina o ambiente com a fumaça e se produzem cheiros muito desagradáveis.

Em alguns lugares o lixo é incinerado, com o qual a matéria desaparece mais prontamente do meio ambiente, além de constituir um sistema relativamente barato para o manejo do despojos quando se pratica furtivamente e sem nenhum controle. No entanto, os efeitos sobre a atmosfera não se deixam esperar.

A maioria dos incineradores que são utilizados para produzir energia elétrica são de combustão em massa, que queimam lixo misturado, sem separar materiais perigosos como acumuladores ou baterias de automóveis e materiais não combustíveis que podem interferir com as condições de combustão e provocar grande contaminação atmosférica.

Dinamarca e Suécia queimam cerca de 50 % de seus refugos sólidos para produzir energia e somente 10 % nos Estados Unidos.

As cinzas dos incineradores, em geral, contêm substâncias perigosas como dioxinas, ácido clorídrico, furanos, chumbo, mercúrio, cádmio e outros metais tóxicos que podem gerar câncer e transtornos no sistema nervoso. Somente no Japão atiram as cinzas em containers desenhados para manejar refugos perigosos.

A construção de incineradores é muito cara, assim como sua operação e manutenção. Ainda com dispositivos avançados de controle de contaminação, emitem-se diversas substâncias tóxicas à atmosfera.

Os ambientalistas se opõem a que se dependa do uso de incineradores porque anima a população a continuar desperdiçando papéis, plásticos e outros materiais que se podem queimar, em lugar de procurar maneiras de conservar, reciclar e reusar esses recursos, e reduzir a produção de refugos, ou seja, tal ato funciona como uma educação ambiental ao contrário. Ademais, os incineradores devem processar  uma grande quantidade de lixo para que sejam efetivos.

A queima de lixo industrial, muito mais perigoso, gera contaminantes atmosféricos como o dióxido de carbono, partículas de carvão, cádmio, arsênico, chumbo e zinco; ademais ao queimá-las se produz petróleo cru que contamina a água e o solo próximos.

Outro contaminante que é liberado ao queimar plásticos clorados como o cloreto de polivinila (PVC) produz fumaça e ácido cloridrico:(-CH2-CHCl-)n  +  O2  -----> HCl + CO2  + H2O

Toda vez que o lixo se conforma de uma grande diversidade de produtos degradáveis e não degradáveis, muitos deles liberam compostos severamente nocivos. Segundo um estudo realizado por um aluno da USP e que produziu sua dissertação de mestrado sobre o tema, o lixo das diferentes regiões tem uma conformação diferente, sendo que os resíduos das grandes cidades apresenta um impacto de contaminação ambiental muito maior do que os despojos gerados das cidades menores e agrícolas, o que possui profundas inflexões para temas de monografia.

Em projetos de pesquisa realizados por um grupo de cientistas norte-americanos (Junk, G. e Ford, S.) culminados em artigos científicos publicados na revista  Chemoespher em 1980  reportaram mais de 200 compostos químicos orgânicos que se liberam durante a incineração do lixo, deles estudaram seus efeitos sobre a saúde.

Outra maneira consiste em depositar os resíduos coletados em grandes terrenos ao ar livre, os conhecidos lixões, que constituem o sistema mais usual entre nós para resolver o problema dos resíduos sólidos humanos.

O procedimento é o seguinte:

(a) O lixo é compactado de alguma maneira, a fim de poupar espaço e custos logísticos de transporte.
(b) Os refugos comprimidos são levados a um lugar mais ou menos afastado da cidade, onde são descartandos, aproveitando geralmente alguma depressão do terreno.
(c) O lixo permanece aí até que se degrada ou o vento o espalha aos arredores.

Residuos Solidos TCC

Na zona escolhida como lixão, desaparecem as plantas. O vento, ao movimentar a massa de resíduos, arrasta à atmosfera o lixo juntamente com os microorganismos que este gera e os maus cheiros; desta maneira se vai contaminando pouco a pouco o solo que está ao redor dos lixões. Estes, ademais, são criadouros naturais de ratos, moscas e outros insetos prejudiciais para a saúde.

ATERROS SANITÁRIOS

Um melhor sistema do que o anterior para resolver o problema do lixo é o denominado aterro sanitário. Neste sistema se aproveita, como no caso anterior, alguma depressão no solo ou com maquinaria se faz uma escavação de proporções regulares. Tende-se uma primeira camada de lixo, a que atinge a juntar-se em poucos dias, a fim de evitar os problemas próprios de um lixão ao ar livre; e se comprime os resíduos depositados com maquinaria adequada.

Em seguida, cobre-se o terreno com uma camada de terra para cobrir a primeira camada de dejetos e se segue este procedimento até que se cobre toda a escavação. Como a última camada é de terra, o terreno pode aproveitar-se para jardins ou lugares de recreação. Quando são bem planejados os aterros sanitários, os lugares apresentam a aparência de limpos.

No entanto, não deixam de ter seus inconvenientes, pois o papel compactado e o material orgânico se descompõem sem a presença do ar.
Isto dá por resultado a produção de gás metano que, ao escapar do solo, pode ser respirado em prejuízo da saúde; não obstante, em algumas cidades, aproveita-se o gás metano como combustível.

Ademais, contamina-se a água ao penetrar através destes aterros para o lençol freático, e assim, água contaminada se mistura depois com a das correntes subterrâneas.

Outros Tratamentos

Na atualidade, muitas cidades de países desenvolvidos têm sistemas modernos de tratamento de lixo. A maquinaria separa, mediante correntes de ar, o papel; depois, mediante separadores magnéticos, o metal, o ferro e o aço; bandas vibradoras separam o vidro e o alumínio. O que resta no final do processo é queimado e a energia térmica resultante é aproveitada para gerar eletricidade.

Se o lixo se compõe de vários desperdícios e se como desperdícios não são caracterizados como despojos, se os separamos adequadamente poderemos controlá-los e evitar posteriores problemas. Separando nossos resíduos sólidos corretamente antes de que se convertam em lixo é possível reduzir 80 % do espaço físico ocupado.

A COLETA SELETIVA DE LIXO

De acordo com estatísticas do IBGE (2011), cada brasileiro produz, em média, 690 gramas de lixo diariamente, podendo chegar até mais de 1 kg, dependendo do poder aquisitivo e local em que mora.

Em algumas cidades brasileiras, quase a metade do lixo não é coletado e sim, atirado de qualquer maneira nas ruas, em terrenos baldios, em rios, lagos, no mar. Sua administração já é hoje, uma das grandes preocupações na organização urbana. As instituições e entidades ambientalistas têm divulgado números astronômicos sobre o assunto.

Dentro do impacto gerado ao meio ambiente, em todos os níveis, este é um ótimo tema para uma monografia, realizada pela equipe de Monografias Prontas AC para pesquisa monografica ou ainda um tcc.

Cerca de 35% dos materiais do lixo coletado, poderiam ser reciclados ou reutilizados e, outros 35% transformados em adubo orgânico. Do que é coletado, apenas uma pequena parte é destinada adequadamente à aterros sanitários. O resto, é depositado sem tratamento, em lixões. (Calderoni, 1997)

O lixo brasileiro é considerado um dos mais ricos do mundo.

A dinâmica da monografia ocorreu com  coleta e seleção de bibliografias pertinentes aos assuntos abordados, mediante escolha e delimitação do tema. No decorrer de seu desenvolvimento, leitura do material bibliográfico e orientação monográfica, algumas modificações foram realizadas, conforme necessidade no andamento e esclarecimento da pesquisa apresentada. 

O material bibliográfico utilizado, perpassou pelos assuntos de: Ecologia, Educação Ambiental, Reciclagem, Meio Ambiente e Administração, em decorrência do assunto apresentado no estudo, demonstramos o exemplo da cidade do Rio de Janeiro.

 Além disso, foi necessário a coleta de material em meio eletrônico, aquisição de alguns livros, artigos, apostilas e periódicos, para finalização da elaboração aqui apresentada.

Este estudo dividido em 05 (cinco) capítulos, pretende demonstrar a necessidade da reciclagem seletiva, em programas de valorização e conservação do meio ambiente, propondo uma melhoria da qualidade de vida da população.

A seqüência dos capítulos, apresenta: conceitos, dados estatísticos, gestão ambiental e algumas sugestões, com a finalidade de esclarecer o que pretende-se no estudo em questão.

Desta feita, tem-se na equipe de monografias e nosso trabalho em monografia um auxílio para uma excelente monografia de base para você.

Urge uma Mudança de Mentalidade quanto ao lixo

O problema principal dos resíduos sólidos está em nossa forma de pensar, já que tudo o que eliminamos tendemos a considerar como "lixo", isto é, algo que devemos nos livrar e que já não queremos saber mais.

Isto é contrário ao modelo de aproveitamento dos recursos, que é próprio da natureza.
Por isso, a solução mais completa ao problema dos dejetos sólidos consiste em mudar nossa mentalidade e em introduzir sistemas que nos permitam fazer uso constante de nossos recursos.

(a) Podemos incorporar à terra os dejetos orgânicos, mediante o sistema denominado compostagem.
(b) Podemos acostumar-nos a usar novamente materiais como o papel e as sacolas.
(c) Podemos promover que em nossa comunidade, escola ou cidade, o lixo seja depositado em diferentes coletores, de acordo com o tipo de material, a fim de facilitar a reciclagem destes produtos. Este sistema é cada vez mais empregado já em várias cidades.
(d) Finalmente, podemos promover que as empresas apresentem seus produtos em vasilhames ou materiais recicláveis (Isto pode ser alcançado, por exemplo, através de campanhas de consumo dirigido, próprio da responsabilidade social: se os consumidores se negam a comprar um produto que não esteja bem embalado, o produtor aprenderá cedo a lição).

É claro que custa dinheiro e trabalho levar adiante estas ações; mas, no longo prazo, mais dinheiro é desperdiçado gerindo os resíduos sólidos como atualmente é feito, já que o dano que causamos a nossos recursos naturais e a nosso planeta não tem preço.

Bem como a permanência da vida nos ecossistemas naturais dependeu e segue dependendo da reciclagem dos nutrientes, assim também nossa sociedade, que conseguiu grandes avanços tecnológicos, vai depender no futuro de que aprendamos a reusar e reciclar todos os materiais que usamos.

CONCLUSÃO

No princípio do século XX, qualquer viajante podia assegurar ter visto sinais de progresso se no seu caminho encontrava chaminés fumegantes ("Emprego!", pensaria o ingênuo viajante), grandes avenidas ("comodidade!") ou drenagem ("higiene!").

No entanto, atualmente a percepção pode ser muito diferente. Agora se diz que as chaminés poluem o ar, as grandes avenidas promovem um custoso tributo em horas-fígado ou em horas-rim e as drenagens transportam eficientemente refugos tóxicos a rios e mares.

De igual modo, o aumento na produção de lixo pode ser consideradp como um indicador de avanço econômico ou como um sinal de dispêndio, ignorância ou desprezo pelo meio em que vivemos, segundo o ponto de vista.

O que é um fato é que produzir lixo custa dinheiro. Cada quilograma de lixo que nos apressamos a eliminar e esquecer, nós o pagamos a preço de material novo. Ao desfazer-nos de nosso lixo nos desfazemos de nosso dinheiro e não conformes com isso, ainda pagamos para que este seja levado, seja na forma indireta ou mesmo direta, já que cada vez mais cidades brasileiras instituíram a taxa de coleta de lixo.

Alguém poderia dizer: "Eu faço o que quero com meu dinheiro, e se desejo atirá-lo pela janela, é meu gosto", e estaria em seu justo direito, mas ao que não temos direito é o ato de pôr em risco a qualidade de vida de futuras gerações. Os atuais depósitos de resíduos sólidos carecem em sua maioria de controles para evitar contaminação de mantos aquíferos e degradação de solos. Estaríamos dispostos a pagar, juntamente com a coleta e disposição de lixo, os danos ambientais que estas práticas geram?

A produção mundial de lixo - e de lixões - é como uma invasão lenta mas constante. Lamentavelmente todos nós empunhamos as armas de tal invasão. As três R - redução, reutilização e reciclagem - nos ajudarão a converter as espadas em pás.

Veja ainda como fazer a conclusão de monografias

 
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