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O BEM E O DIVINO EM PLATÃO - TEMA DE TCC E MONOGRAFIA |
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VOLTAR PARA MAIS TEMAS DE MONOGRAFIA E TCC DE FILOSOFIA Pela forma como Platão apresenta a "Idéia" de Bem, resulta natural perguntar-se se temos de conceder, na filosofia platônica, ao Bem, um estatuto eminentemente de princípio ontológico e epistemológico ou, pelo contrário, adquire uma especial relevância sua dimensão teológica e religiosa. A AC Monografia de Filosofia de base para monografias e TCC traz este artigo, que faz parte de uma monografia focada em Platão e realizada por esta equipe. Em princípio, há três indícios que nos conduzem a argumentar no sentido de que o Bem platônico tem claras conotações religiosas e teológicas, todas próprias para um excelente artigo científico sobre o tema. Em primeiro lugar, temos de notar que na forma analógica como Platão decide apresentar ao Bem, deixam-se transluzir suas conotações teológico-religiosas. Efetivamente, ao comparar a posição do Bem e suas funções no mundo inteligível com a posição do Sol e funções no mundo sensível, Platão se cuida de enfatizar que o ponto de comparação, ao que por outro lado denomina "ramo do Bem" (República, 507a), não é só um objeto em condição de igualdade ao resto dos objetos do mundo sensível, senão uma divindade: "- Pois bem, a qual dos deuses que há no céu atribuis a autoria daquilo pelo qual a luz faz que a vista veja e que as mais formosas coisas visíveis sejam vistas? - Ao mesmo que tu e que qualquer dos demais, já que é evidente que perguntas pelo sol" (República, 508a)
De outro lado, a validez da metáfora de que Platão se serve não estriba somente em razões formais (isomorfia estrutural e funcional), senão em razões ontológicas. Pois o termo análogo ao Bem, a divindade solar, não é algo absolutamente diferente do Bem, senão "ao que o Bem engendrou análogo a si mesmo"( República, 508b). Um aspecto muito importante sobre nosso trabalho de elaboração de monografias é que toda monografia realizada por nossa equipe deve ser utilizada, obrigatoriamente, como base bibliográfica, ou seja, como fonte de pesquisa e nunca como material de própria elaboração. Somos extremamente ciosos de nosso papel na educação, nunca apoiando o plagio em monografia ou em TCC Agora, dado que em toda geração tem de existir necessariamente uma verdadeira co-naturalidade entre o gerado e o que gera, é evidente que só do divino pode proceder o divino. Mas se o Bem, de outra parte, é o Absoluto, o princípio único fundante e não condicionado de tudo o que tem ser, a perfeição não participada, resulta evidente que o Bem não pode ser outra coisa que a divindade; não algo divino, senão a mesma e única divindade. Em segundo lugar, resulta conveniente recordar o caráter divino que Platão outorga sempre às idéias, ao modelo eterno. Em Eutifron, as idéias são realidades objetivas que não se fazem depender em absoluto da vontade (nem, por acréscimo, do entendimento) de "os deuses"; ao invés, podemos deduzir que o que de divino tenha nos deuses é por participação do modelo eterno. Em Hipias Maior, Sócrates afirma que a beleza de "os deuses" o é por participação da Beleza absoluta e, tida conta a identidade platônica entre Beleza e Bem, sua mesma bondade e perfeição. Se, como se diz em todas as obras de Platão, o único que nos assemelha à divindade é o conhecimento, a sabedoria, e não (em absoluto) o conhecimento particular de qual seja o caráter, temperamento, relações, crenças e valores dos deuses da teologia mitológica, resulta lógico pensar que o divino ao que nos assemelhamos através da filosofia não é outra coisa que a harmonia e a justiça da alma e do Estado (reflexo da justiça e a harmonia ontológica) e produto do conhecimento da verdade eterna. O divino de que fala Platão na Apologia e que retém a Sócrates de sua vocação e dedicação à política ou de empreender qualquer outra coisa ou ação má, e sempre sem que lhe faltem sobradas razões para fazê-lo, não é outra coisa que o amor à sabedoria; e a obediência ao mandato divino que lhe leva a preferir o filosofar antes que sua própria vida, é a necessidade moral de fazer pelo Bem unido ao valor próprio do sábio que sabe o que é verdadeiramente temível e o que não. Com as Leis, a construção teológica de Platão cobra forma como teodiceia, a justificativa racional do divino. O Estado ideal, o Estado justo deverá estar fundado no exercício do serviço à divindade e em função disso é essencial ter opiniões corretas sobre os deuses. O discorrer intelectual da divindade aponta para demonstrar a existência, providência e a incorruptibilidade de Deus e os deuses (Leis, X 886, 889, 891, 892, 894, 895), (899, 901, 902) e (905, 906). “Deus é a medida de todas as coisas” (Leis, 716 c) é a reafirmação de um teocentrismo frente ao relativismo de Protágoras e se expressa como Lei e como medida (métron). Na religião olímpica, os deuses vivem conforme uma medida; os homens, conforme a medida dos deuses que são “a medida de todas as coisas” (humanas). A vertente religiosa se aprofunda para a culminação da vida do filósofo, prolongando a escatologia da República. Um novo componente: a religião astral Um artigo muito interessante é sobre a POLÍTICA E CIDADANIA EM ARISTÓTELES Mas um novo componente vem agregar-se à teologia platónica e é o ato de igualar dos deuses com as almas dos corpos astrais talvez, arriscam alguns autores, por influência da religião astral presente na religião helênica. Talvez isso se deva a uma “conseqüência natural da crença de Platão de que só o alma pode originar movimento”. Como em todo o corpo platônico, é uma constante referir-se à divindade em singular e no plural, o “deus” e os “deuses”. No entanto, estão ausentes os nomes divinos: Bem ou Demiurgo. Algumas conclusões provisórias sobre a teologia platÔnica O problema do par monoteísmo-politeísmo na teologia platônica é irresolúvel. Encontra-se um politeísmo explicitado, hierarquicamente organizado, ainda que também uma forte tendência para um princípio divino único personificado, Demiurgo, ou a intangível Idéia de Bem. O que está claro em Platão é que a explicação última da realidade não deve procurar-se no que é engendrado, senão em “o que é”, isto é, na Idéia, inteligível, imaterial, necessária e eterna. Os deuses são a herança do arraigado politeísmo da mentalidade grega que Platão não desterrou, ainda que purificou dos caracteres concebidos par o culto tradicional. Eles representam atividade e vida, são justificáveis racionalmente, submetem-se a uma ordem, a um modelo que está, desde o ponto de vista ontológico, acima deles. A diferença entre o Deus da tradição judaico-cristã e o deus filosófico Desde uma perspectiva cristã, à Ideia de Bem lhe falta a nota de personalidade para que se complete uma adequação ao Deus da tradição judaico-cristã. Ao Demiurgo, segundo esta cosmovisão, falta-lhe o atributo de criador. No entanto, escapava ao filósofo conceber categorias que se formulariam em séculos vindouros, em outro contexto histórico-cultural e portanto, lingüístico e mental. Se o único lugar de Deus e os deuses em Platão está unicamente em seu sistema filosófico é aventurado afirmá-lo. Como vimos, a religião tradicional tinha uma forte carga em sua teologia; no entanto, funda a existência e providência da divindade num ato de reflexão. O deus e os deuses platônicos então poderiam ser chamados “o deus dos filósofos”, de acordo com a célebre distinção de Blas Pascal, com um lugar determinado num sistema de pensamento. Não têm, Deus e os deuses, um caráter existencial, como entendemos hoje o termo “existencial”, ainda que prefiguraram grandes traços do Deus da metafísica neoplatônica, cujo maior expoente é Plotino, gnóstica e cristã. A partir daí, pode-se contar com a AC monografia de base para filosofia e tcc para a geração de conhecimento na forma de pesquisas em monografias Veja também outros temas de monografias de Filosofia eTeologia:
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