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RISCO OCUPACIONAL DO PESSOAL DE ENFERMAGEM

 

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Segundo Gebelcke, F. (2002), os riscos ocupacionais aos quais estão expostos os profissionais de enfermagem são classificados desde o ponto de vista etiológico, em risco físico, químico, biológico, ergonômico e psicossocial, os quais se descrevem a seguir:

- Riscos Físicos: São os que se relacionam com a contaminação sônica (ruído), pressões de temperatura, condições de iluminação e ventilação deficiente, vibrações, exposição a radiações infravermelhas e ultravioletas, que pressionam os enfermeiros em todos os ambientes de trabalho. Vale frisar que todos esses riscos podem ser tratados como temas de monografia pronta ou artigos cientificos isoladamente.

- Riscos Químicos: A utilização de grandes quantidades de substâncias químicas, podem ocasionar ao pessoal de saúde diversas alterações, tais como irritações, processos de sensibilização, danos sobre diversos órgãos, malformações congênitas, mutações e inclusive câncer.

- Riscos Biológicos: Os contaminantes biológicos são microorganismos, cultivos de células e endo parasitas humanos suscetíveis de originar qualquer tipo de infecção, alergia ou toxicidade. Tais riscos são bastante tratados em monografia nos mais diversos graus de complexidade, chegando até mesmo a dissertações.

- Riscos Ergonômicos: Ribeiro (2004), define a ergonomia como "o estudo científico das relações do homem e seu meio ambiente e de trabalho. A ergonomia tem dois grandes ramos: Um se refere à ergonomia industrial, biomecânica industrial, biomecânica ocupacional, que se concentram em aspectos físicos do trabalho e capacidades humanas, tais como forças, posturas, repetições. Um dos objetivos gerais da ergonomia aplicada à Enfermagem é reduzir as lesões e doenças ocupacionais, melhoramento da qualidade do trabalho.

- Riscos Psicossociais: Os fatores de riscos psicossociais do trabalho do enfermeiro devem ser atendidos como toda condição que experimenta o homem quanto se relaciona com seu meio circundante e com a sociedade que o rodeia. Selye utiliza o termo inglês stress (que significa esforço, tensão) para qualificar o conjunto de reações de adaptação que manifesta o organismo, as quais podem ter conseqüências positivas (como manter-nos vivos), ou negativas se nossa reação é demasiado intensa ou prolongada em tempo, resulta nociva para nossa saúde. É também bastante frequente como tema de monografias e pesquisas de TCC o estudo dos fatores psicossociais no âmbito do pessoal enfermeiro.

Teoria de Adaptação de Roy aplicada à Enfermagem

Roy define a pessoa como um ser biopsicossocial em constante interação com um meio ambiente. Esta teorista conceitua o meio ambiente, como todas as condições, as circunstâncias e as influências que rodeiam e afetam o desenvolvimento de um organismo ou grupo de organismos. Consta de um ambiente interno e externo que proporciona a entrada em forma de estímulos. Portanto, sempre está combinado, e em constante interação com a pessoa. (apud SILVA, 2003)

Assim mesmo, a Teoria de Adaptação de Roy se relaciona com o estudo de risco ocupacional pelo que se interpreta o pessoal de Enfermagem como (grupo) e o ambiente de sua prática de trabalho. O que significa que o grupo de enfermeiras e enfermeiros, de acordo com o ambiente trabalhista está em constante interação com pacientes infectados, ruídos, situações estressantes, gases anestésicos, excesso de trabalho, sobre carga de trabalho, mobilização de equipamentos pesados e outros, isto é, situações internas e externas do meio da enfermagem que poderia ocasionar risco de sua saúde trabalhista. (apud SILVA, 2003)

NECESSIDADE DO CONTROLE DOS RISCOS OCUPACIONAIS DOS ENFERMEIROS

Desde o enfoque preventivo, os acidentes de risco biológico não são incidentes fortuitos, coincidindo fatores controláveis e evitáveis que acrescentam seu risco de surgimento ou de desenvolvimento. A proteção dos enfermeiros frente aos riscos derivados por exposição a agentes biológicos vem recolhida no regulamento nacional sobre saúde trabalhista, que também pode sofrer o enfoque de uma pesquisa monográfica. (RAPPARINI, 2004)

Dos resultados obtidos nas bibliografias consultadas se desprende o fato de que algum dos riscos avaliados aparece como tolerável, circunstância que não deve fazer-nos renunciar ao princípio preventivo inerente à avaliação.

Se forem levados em consideração os dados de acidentabilidade proporcionados pelo grande número de fontes monográficas consultadas, bem como os relatórios sobre o estado de saúde do pessoal enfermeiro, é evidente a ausência de problemas de saúde derivados de exposição a agentes biológicos. No entanto, no levantamento bibliográfico efetuado se detectaram alguns perigos que precisam de atuações preventivas. Assim como se se recolhe em outros artigos cientificos ou projetos de pesquisa, a maior percentagem de acidentes por exposição a material biológico comunicados, deve-se quase em sua totalidade a exposições percutâneas. (SECCO, 2005)

As deficiências detectadas na segurança destas práticas englobam aspectos tais como a freqüente reencapsulagem, e a manipulação ao separar as agulhas das seringas. Como primeira linha de ação para evitar estes hábitos, devem-se redigir protocolos de trabalho exaustivos e específicos para as tarefas de manipulação com objetos cortantes e pulsantes, protocolos que devem estar sempre disponíveis nas unidades de trabalho. (CAIXETA, 2005)

Reforçar-se-á a necessidade de praticar técnicas de trabalho cuidadosas e se fomentará o uso dos EPIs. Assim mesmo, o estudo põe em evidência uma importante percentagem de problemas gerados por falta de atenção e descuido baseado na segurança excessiva, sustentado na despreocupação e na confiança do “nada vai acontecer”, manifestada por parte de alguns trabalhadores. É necessário conscientizar e convencer as enfermeiras da necessidade de declarar os acidentes com o fim de minimizar os riscos. Ainda que a incidência de acidentes por picada é pequena, resulta significativa a insuficiente percepção do risco no caso deste tipo de acidentes, como demonstra a escassa adoção de medidas de proteção em tarefas que podem implicar acidentes perfurantes, ou na manipulação de amostras de fluidos biológicos. (LOPES, 2004)

Outro risco que se avaliou como moderado é o contato com pele e mucosas. Trata-se de uma situação na qual se aliam duas circunstâncias. Por um lado, nem sempre se utilizam luvas na manipulação de amostras ou naquelas situações de contato com o paciente que dão a impressão de não entranhar risco (mobilização, ingestão de alimentos,..), de outro, é freqüente a manipulação de cosméticos, e inclusive alimentos na área de trabalho. A redução do risco passa por fomentar o correto cumprimento das medidas de proteção regular, e sensibilizar o pessoal sobre o risco que implica a manipulação de alimentos e cosméticos na unidade.

Detectaram-se, a partir dos artigos e monografia de base selecionados, deficiências no programa de formação e informação desenvolvido para o pessoal de nova incorporação. É essencial o desenho de um documento de acolhida que inclua aspectos tais como práticas de trabalho seguras, medidas de prevenção, normas de higiene, utilização correta de EPIs, atuação em caso de um acidente com material biológico, riscos inerentes ao posto de trabalho, e reconhecimentos médicos. Acredita-se também ser necessária a execução constante de um programa de formação inicial encaminhado a fomentar atitudes positivas em segurança, mediante o conhecimento de procedimentos seguros de trabalho, e de todos aqueles aspectos relativos às medidas de prevenção.(MARTINS, 1999)

Saiba mais sobre a EDUCAÇÃO CONTINUADA - O TREINAMENTO NA ENFERMAGEM

Assim, caso você esteja desenvolvendo um TCC – Trabalho de Conclusão de curso ou uma monografia sobre algum enfoque sugerido pela curta pesquisa desenvolvida acima, sinta-se livre para buscar nossa ajuda.

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