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FARMÁCIA SATÉLITE - Tema de Monografia

 

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Este artigo teve como base uma monografia elaborada por nossa empresa de monografias de base.

AMBIENTE PARA AS FARMÁCIAS SATÉLITE

A complexidade da terapêutica farmacológica e dos sistemas de utilização dos medicamentos, a falta de incorporação das tecnologias da informação, a segmentação da assistência sanitária e o elevado consumo de medicamentos pela população se citam entre os fatores causadores do desperdício hospitalar no que tange a práticas e medicamentos. Não há que esquecer que é freqüente que um paciente hospitalizado receba mais de 15 medicamentos ao dia e que somente em nosso país no meio ambulatório se dispensaram durante mais 2002 de 661 milhões de receitas com cargo ao Sistema Nacional de Saúde. Isso reflete a dependência e a confiança de nossa sociedade nos medicamentos e permite compreender facilmente que uma taxa de erro inclusive inferior a 1% pode dar lugar a uma elevada taxa de desperdícios, erros entre outros, sendo este um profundo problema de pesquisa para monografias e TCC envolvendo a gestão hospitalar de medicamentos.

Uma vez que se reconhece a existência e a magnitude deste problema, resulta óbvio que o seguinte passo é avançar desde este palco teórico à busca e implantação de soluções práticas: procurar estratégias e medidas efetivas que permitam reduzir e prevenir os desperdícios hospitalares e, o que é mais importante, pô-las em prática para que realmente se consiga melhorar a segurança na utilização dos medicamentos e evitar assim custos desnecessários ao sistema hospitalar. E é precisamente nesta área na que se tratou de avançar mais durante os últimos anos.

O objetivo da pesquisa realizada nesta monografia de TCC é dar a conhecer diversas práticas de segurança hospitalar propostas recentemente para prevenir os desperdícios no âmbito hospitalar e algumas estratégias que se formularam para facilitar sua aplicação, bem como difundir algumas práticas de melhora da segurança que estão recomendadas por organizações experientes, mas que não se conhecem suficientemente por todos aqueles que intervêm no uso dos medicamentos, propiciados pela farmácia satélite.

A FARMÁCIA HOSPITALAR

O Serviço de Farmácia de um hospital é um Serviço Geral Clínico, integrado funcional e hierarquicamente ao hospital. Dentro de sua proposta e função, a farmácia hospitalar tem os seguintes objetivos:

– Garantir e assumir a responsabilidade técnica da aquisição, qualidade, correta conservação, cobertura das necessidades, custódia, preparação de fórmulas magistrais ou preparados farmacológicos e dispensa dos medicamentos precisos, incluídos na guia farmacoterapêutica do hospital.

– Estabelecer um sistema eficaz e seguro de dispensa dos medicamentos.

– Fazer parte da Comissão de Farmácia e Terapêutica do hospital, e no marco da mesma, participar na seleção dos medicamentos a incluir e seu emprego; e igualmente das especialidades que devem ser excluídas do rol.

– Fazer parte de todas aquelas comissões nas quais seus conhecimentos possam ser úteis.

– Estabelecer um sistema de informação de medicamentos a pacientes e pessoal sanitário.

– Desenvolver atividades educativas sobre questões de sua competência dirigidas a pessoal sanitário e a pacientes.

– Efetuar trabalhos de pesquisa próprios ou em colaboração com outras unidades ou serviços e participar nos ensaios clínicos com medicamentos.

– Realizar a dispensa ambulatorial àqueles pacientes que a demandem, de acordo com a legislação vigente estabelecida.

– Estabelecer um sistema de farmacovigilância dentro do hospital que permita a detecção precoce de efeitos secundários e/ou reações adversas importantes.

– Planejamento de estudos de utilização de medicamentos.

– Estabelecer atividades de farmacocinética clínica.

– Colaboração em programas educacionais e de formação com outras estrutura sanitárias da zona: atendimento primário, atendimento especializado, colégios profissionais.

– Estabelecimento de unidades satélites de misturas intravenosas para a preparação, correta conservação, seguimento e dispensa de medicamentos de administração intravenosa.

– Integração nas equipes multidisciplinares de prescrição e seguimento de nutrições parenterais criadas no hospital.

– Criação de unidades satélites de preparação, correta conservação, seguimento e dispensa de medicamentos citostáticos.

– Delinear quantas funções possam redundar em melhor uso e controle dos medicamentos.

De acordo com estas funções, observa-se como as atividades farmacêuticas são de tipo assistencial, administrativo, tecnológico e científico. Como será analisado nos seguintes pontos desta monografia, cada uma destas funções vai gerar requerimentos e necessidades de localização, superficie, mobiliário, utilização, organização de pessoal, que trataremos de avaliar.

AS FARMÁCIAS SATÉLITE E A EFICIÊNCIA DOS HOSPITAIS

Por vezes, em um hospital, por seu tamanho e pela variabilidade dos setores de atendimento, com diferentes necessidades, deve-se considerar a possibilidade ou a necessidade, segundo as condições de cada hospital, de descentralizar os Serviços de Farmácia, criando as denominadas farmacias satélites, responsáveis pelo atendimento destes setores específicos e montadas de acordo com as mesmas.

O motivo da criação destas unidades pode estar unido a um ou variados dos seguintes condicionantes:

– Hospital de dimensões grandes, que precise de grandes deslocamentos para levar a medicação às diferentes unidades de enfermaria.

– Má comunicação intra-hospitalar, que implicará um serviço ineficiente na dispensa dos medicamentos aos pacientes.

– Complexos hospitalares, com vários edifícios ou pavilhões independentes, alguns deles podem ser especializados, como de geriatria, infantil, traumatológico ou psiquiatria.

O objetivo final da criação destas unidades vai encaminhado a que a dispensa de medicamentos (em qualquer das modalidades que se utilize) e as demais prestações farmacêuticas que se realizem sejam feitas de uma maneira fácil, cômoda e eficaz. Esta disposição também permitirá a integração de uma maneira mais rápida e eficaz dos farmacêuticos na equipe multidisciplinar médico-assistencial.

O planejamento de organização e distribuição das áreas das Farmacias satélite seguirá o mesmo esquema de uma farmácia centralizada, logicamente adaptando-o à superfície e prestações desta farmacia satélite.

CONCLUSÃO DE MONOGRAFIAS

A distribuição de medicamentos aos serviços centrais nos hospitais não responde, em geral, aos sistemas mais modernos e eficazes que se aplicam no restante das unidades de hospitalização. Esta dispensa farmacêutica se reduz, na maioria das ocasiões, à entrega da medicação, segundo um estoque pactuado ou não, sem nenhum tipo de intervenção clínica por parte do farmacêutico.

O elevado consumo de fármacos que se produz nestes serviços clínicos junto com a utilização de medicamentos mais eficazes, mas também mais caros, faz com que surjam iniciativas de farmácia clínica encaminhadas a conseguir uma dispensa e utilização de medicamentos nestas áreas mais racional.

Nos últimos anos se desenvolveu nos Estados Unidos sistemas de distribuição de medicamentos em doses unitárias descentralizados aos blocos cirúrgicos e às unidades de cuidados intensivos com resultados bastante positivos.

Com referência ao bloco cirúrgico, assim como a outros setores mais especializados no hospital, uma hipotética farmácia satélite conseguiria concentrar toda a medicação num único espaço físico, preparar e reconstituir, para cada paciente ou tipo de intervenção, a totalidade da medicação a administrar, controlar a profilaxia antibiótica, controlar o uso de estupefacientes na área clínica, controlar as caducidades e rotulação correta de todas as medicações, racionalizar a medicação básica a utilizar nas diferentes técnicas hospitalares, imputar os custos de medicação diretamente ao enfermo, conseguir uma economia econômica e melhorar a qualidade do serviço e o atendimento farmacêutico.

A dispensa de medicamentos nos hospitais se diferenciou, de maneira clara, entre a dirigida ao paciente hospitalizado mediante o sistema de doses unitárias e a reposição de estoques nos serviços centrais ou unidades de hospitalização. Com o passar do tempo os sistemas de dispensa de medicamentos não se adaptaram, pelo geral, aos diferentes sistemas de atendimento sanitário desenvolvidos, como a cirurgia sem internação, hospitalização domiciliária, hospital de dia, pediatria...

Ademais, segue-se dispensando aos serviços centrais, na maioria dos hospitais, com cargo à unidade e não ao paciente. Isso impede conhecer a medicação prescrita ao enfermo, bem como a imputação direta dos custos de medicação associados.

Os sistemas informáticos de dispensa farmacêutica deverão adaptar-se à realidade assistencial da previdência e deverão possibilitar o cargo da medicação ao paciente, independentemente do lugar onde se dispense ou administre a mesma.

Com este afã surgiram diferentes iniciativas de dispensa individualizada de medicamentos aos pacientes internados em serviços centrais mediante a instauração de farmácias satélite. Este modelo parece não ser custo-efetivo nos hospitais de pequeno porte devido ao investimento inicial que supõe sua implantação e à atual política restritiva quanto a novos investimentos nos hospitais.

A preparação e distribuição de medicamentos mediante equipes de doses preparadas especificamente constitui uma forma original de dispensa de fármacos desde as unidades de farmácia. Ainda o é mais quando esta distribuição se dirige aos serviços centrais e concretamente ao bloco cirúrgico.

 

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