Monografia | AC  
Faça aqui seu orçamento !
Contatos
MONOGRAFIA ACMonografias prontasDissertação de MestradoO Projeto de pesquisaFormatacao ABNT de Monografia e tccArtigo CientificoQualidadeInvestimentoEntre em Contato Conosco

A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA

 

Feed da Monografia ACTwitter da Monografia ACPerfil Facebook

VOLTAR PARA MAIS TEMAS DE MONOGRAFIA E TCC DE EDUCAÇÃO FÍSICA

VEJA TAMBÉM TEMAS DE MONOGRAFIAS DE PEDAGOGIA

RESUMO

Na presente pesquisa monográfica de base para um TCC se faz uma análise da avaliação, criticando-se as práticas de poder, e a proposta de uma democratização da mesma, Expõem-se as tarefas e funções da avaliação (de autoestima, atribucional, educativa e motivacional) e se expõe o sistema de avaliação da Educação Física, aplicada nos cursos de ensino superior, respondendo-se às perguntas: O que avaliar?, Como avaliar? E Quando avaliar?, através da Avaliação inicial, avaliação, sistemática e progressiva e avaliação final, com uma claro predomínio do aspecto qualitativo

Palavras chave: Educação Física, Avaliação Educativa, Aprendizagem

INTRODUÇÃO

A evolução das concepções avaliadoras e suas tendências atuais não podem ver-se também não alheias ou desconectadas da evolução experimentada também pelas diferentes teorias relativas ao ensino e à aprendizagem nos mais diversos ramos do conhecimento, entre eles a Educação Física, e as "Tendências Pedagógicas presentes na realidade educativa atual", de acordo com as Teorias da Aprendizagem, dentro das quais tomam auge a Pedagogia não Diretiva, a Liberadora, a Pedagogia com uma perspectiva cognitiva, a Operatoria, a Construtivista, e a baseada na Teoria Crítica do ensino, entre outras; as quais de forma geral se opõem hoje à prática da Pedagogia Tradicional, por seus efeitos e influências negativas sobre a aprendizagem e sua avaliação, baseadas sobremaneira na Filosofia da Educação.

Sabe-se que na prática de ensino, que pode ser abordada em projetos de pesquisa visando enfocar tal diferenciação, não se interessa ou trabalha no processo de aprendizagem dos alunos, não modela as ações que o estudante deve realizar, e enquanto, não se preocupa por conhecer e por controlar como vai ocorrendo a aquisição do conhecimento. Daí que, a avaliação da aprendizagem é dirigida ao resultado, e os exercícios avaliadores são eminentemente reprodutivos, sem enfatizar a análise e o raciocínio.

Da mesma forma, abordando o tema da avaliação, pronunciaram-se pela necessidade de uma nova alternativa avaliadora respondente e construtivista, pretendendo superar o que segundo estes autores são deficiências das épocas ou gerações anteriores: um escasso atendimento ao pluralismo de valores e uma afeição excessiva ainda ao paradigma positivista. O que supõe que os implicados ou os responsáveis por avaliar ("stakeholders") prestem uma maior atenção a que informação é necessária e como proceder a respeito (quealmetodologia empregar).

As influências do ensino tradicional na Educação Física levaram precisamente a uma mudança compreensível de paradigma ao avaliar, considerando que:

A metodologia convencional ou tradicional não contempla a necessidade de identificar as demandas, preocupações e assuntos dos implicados.

Para levar adiante o anterior, é necessária uma postura de descoberta mais do que de verificação, típica do positivismo. Não se têm em conta suficientemente os fatores contextuais. Não se proporcionam meios para valorações caso a caso, o que obrigatoriamente deverá ocorrer em uma dissertação de mestrado ou outras monografias sobre o assunto.

A suposta neutralidade da metodologia convencional é de duvidosa utilidade quando se procuram juízos de valor a respeito de um objeto e processo social.

É assim, que o estudo em monografia ou tcc das diferentes realidades da Educação Física e o ensino superior, e o reajuste das metodologias de pesquisa em tema de avaliação cobram força há já algum tempo como uma perspectiva que procura o melhoramento da prática de ensino, de seus efeitos e resultados, toda vez que isso possibilita a identificação e superação dos problemas educativos existentes, especialmente os que estão relacionados à aprendizagem e a sua avaliação, valorizando-se as demandas, posturas e praticas inadequadas, tomando em conta todos os fatores implicados (os materiais e os humanos), sendo este o enfoque desta monografia.

A AVALIAÇÃO

A AVALIAÇÃO EDUCATIVA

A avaliação está presente em todo o processo educativo, mantém-se em total dependência com respeito aos demais componentes didáticos e, portanto, se inscreve na mesma concepção de educação, teoria da aprendizagem e de ensino desta, fazendo parte integral do processo educativo em todas as suas etapas e em todos os seus aspectos. A avaliação não se limita à verificação, num momento dado, do grau em que os alunos adquiriram os objetivos propostos, senão que constitui um processo dinâmico, contínuo e de diagnóstico, inerente à educação que rebaixa a simples qualificação. (ZABALA, 1998)

CONCEITUALIZAÇÃO DE AVALIAÇÃO

São diversas as definições esboçadas por diferentes especialistas em função do marco psicológico, sócio-educativo, teoria da aprendizagem etc., que se adote, além de outros elementos para expressar o conceito de avaliação, abordadas por um grande número de artigos cientificos, de origem variada.

Pode-se considerar a avaliação como "uma atividade mediante a qual, em função de determinados critérios, obtêm-se informações pertinentes a respeito de um fenômeno, situação, objeto ou pessoa que emitam um juízo sobre o objeto de que se trate e se adotam uma série de decisões relativas ao mesmo".

Afirma-se que "neste contexto, a avaliação educativa, se dirija ao sistema em seu conjunto, ou se dirija a qualquer de seus componentes, responde sempre a uma finalidade, a qual, na maioria das vezes, implica em tomar uma série de decisões a respeito do objeto avaliado. As finalidades da avaliação são um aspecto crucial desta, já que determina em grande parte o tipo de informações que se consideram pertinentes para avaliar, os critérios que se tomam como ponto de referência, os instrumentos que se utilizam e a localização temporária da atividade avaliadora". (RAPHAEL, 2002)

Qualquer que seja a definição que se eleja a respeito da avaliação, sempre supõe uma referência ao objeto avaliado e aos critérios que se utilizam como seu referente. No caso da avaliação educativa, tal objeto pode ser o sistema em seu conjunto, ou qualquer de seus segmentos ou componentes.

A avaliação também pode definir-se como "um processo que permite verificar as diferentes etapas do processo de ensino-aprendizagem, com a finalidade de tomar decisões que contribuam a reorientar, melhorar e garantir a ação educativa". Esta concepção de avaliação contribui para assegurar a aprendizagem e incentivar a formação e crescimento pessoal dos educados. (MENDEZ, 2003)

Phillipe Perrenoud (1999) considera a educação orientada ao desenvolvimento do pensamento; neste enfoque, a avaliação tem como propósito fundamental proporcionar tanto ao educando como ao educador uma informação confiável e um conhecimento a respeito do estado de desenvolvimento intelectual ou grau de concorrência intelectual em que se encontra o estudante com relação a um determinado objetivo de pensamento ". Afirma que esta "informação serve de base para que o próprio educando e o educador possam determinar o progresso na aprendizagem do estudante e possam continuar seu desenvolvimento através de meios de ensino-aprendizagem efetivos". (p. 93)

Por outro lado, Denise Pellegrini em seu trabalho sobre avaliação ou reconsideração, enfoca-a como uma atividade avaliativa, investigativa do docente, concebida deste modo, desde os inícios da reflexão e sistematização da avaliação da aprendizagem, servindo de base para a tomada de decisões educacionais que melhorem a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

A avaliação, num sentido amplo, pode caracterizar-se como um processo que permite emitir um juízo de valor em função de certos critérios previamente estabelecidos. A avaliação resulta assim, em um processo de comparação entre um conjunto de informações referentes ao objeto observado e certos princípios ou referentes enunciados com anterioridade. A LDB, que estabelece a avaliação do sistema educativo brasileiro, assinala que a avaliação é de caráter social, participativo, processual e holística.

A avaliação implica em um processo permanente de valoração e investigação da realidade educativa, tomando em conta a todos os atores da mesma, em suas dimensões particulares e gerais., com o propósito de tomar decisões que permitam o melhoramento contínuo da qualidade da educação. Como parte dos processos de ensino e aprendizagem, a avaliação deve servir para detectar problemas, informar e estabelecer corretivos que lhes permitam a seus atores desempenhar-se de forma cada vez mais satisfatória; por outro lado, consideram-na como uma proposta de investigação para os educadores, estudantes e as diferentes instâncias da gestão curricular, pois passa a ser um desafio constante a sua capacidade para a observação, a análise, a formulação e verificação de hipóteses para integrar resultados. Neste sentido, se promoverá a meta-avaliação da análise do processo ensino-aprendizagem e em termos sistêmicos (Coll 1980), assinala que é possível identificar diversos elementos suscetíveis de avaliação: os objetivos que a presidem, os conteúdos a que se referem, as propostas de intervenção didática que implica, os materiais e recursos didáticos que se utilizam, os sistemas de avaliação de que se dota, ou o funcionamento do processo abordado globalmente. Esta precisão resulta interessante, porquanto faz ver o inadequado das propostas que identificam a avaliação educativa ou a avaliação da aprendizagem realizada só pelo aluno. (ROMÃO, 2002)

A AVALIAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA

A avaliação é uma das categorias didáticas, que no processo docente educacional de qualquer matéria apresenta um papel de significativa importância, em qualquer modelo de educação, seja nos modelos que enfatizam os conteúdos (que o aluno aprenda), o produto (que o aluno faça), ou o processo (que o aluno pense), tradicionalmente atribuindo-se um papel de retroalimentação do processo.

Esta é uma categoria didática que escapa à mera atribuição de uma qualificação ou avaliação, podendo esta causar graves conseqüências na autoestima e o autoconceito do aluno, daí seu importante peso moral, também pode induzir neles (os alunos) processos de maturação pessoal.

A partir de tal raciocínio, a avaliação pode converter-se numa prática de poder, quando esta é seletiva, punitiva e autocrática e apresenta como uma das características desta avaliação, a individualização causal no aluno quando um aluno é avaliado negativamente, a explicação rotineira consiste em atribuir as causas dos resultados exclusivamente ao indivíduo, mediante traços negativos: o aluno não estuda, o aluno não se interessa, o aluno não colabora, principalmente no universo do ensino superior de Educação Física, reduzindo assim a um mero processo de ensino aprendizagem, o que é em realidade um processo docente educativo, esquecendo o papel de guia e motivador principal que ocupa o professor no mesmo. É, pois, necessário democratizar a avaliação, fazê-la mais participativa, ainda que isto seria impossível sem a democratização das relações professor – aluno, fazendo-a mais participativa dialogante e igualitária.

O processo autocrático e punitivo pode esconder o ensino que seria inculcado nos estudantes. Que ser aprovado nos exames e nas provas é bem mais importante que saber e ter curiosidade intelectual, prática ou motivação pelo conhecimento, aprendem que obedecer ao professor e dizero que este espera ouvir ou fazer o que este espera que façam é bem mais rentável do que expressar suas próprias opiniões. Os alunos aprendem que se se fazem demasiado visíveis ou protestam em excesso, estarão sujeito a um maior controle qualificativo, aprendem que se têm sorte podem ser aprovados sem esforço, aprendem, em suma, um conjunto de truques que em nada têm a ver com a cultura, nem com a educação, nem com o prazer de saber e descobrir.

A avaliação não é uma simples medição dos resultados atingidos, devendo esta ademais oferecer uma informação sobre o processo e a atuação dos sujeitos atuantes no mesmo, oferecer informação sobre o modo com que se desenvolve o processo, as causas que põem obstáculos ou facilitam o cumprimento dos objetivos, e quais são as necessidades de mudança ou aperfeiçoamento de nossas estratégias didáticas.

É necessário estar claro de para que o professor avalia, pois a avaliação é um fator essencial de melhora da atividade docente educacional, mediante ela, o estudante se informa sobre seu próprio processo de aprendizagem e seu desenvolvimento como pessoa, e poderá então, em conjunto com o professor organizá-lo e melhorá-lo, o docente por sua vez obterá uma valoração de sua própria eficácia e da metodologia empregada, bem como da qualidade do programa, e da consecução dos objetivos, que lhe permitirá adotar as medidas de correção oportunas, em suma, deve conduzir a melhores resultados.

Em todo caso a avaliação deve estar precedida de uma participação ativa dos estudantes no processo, que parte de uma negociação dos objetivos, isto é, em um processo de negociação se fazem comuns os objetivos do professor e dos estudantes, e se identificam a forma de abordar os conteúdos.

Na Educação Física, vê-se a avaliação, tanto no campo da medição como na descrição avaliadora, na qual esta última, ao emitir juízos de valor sobre os aspectos medidos supera a mera coleta de dados. Os autores coincidem de forma geral em considerar a avaliação como um processo sistemático que tem por finalidade a determinação de até que ponto foram atingidos os objetivos, atribuindo à avaliação no ensino tradicional as funções de Constatar resultados, Classificação e Seleção dos alunos regulando seu passar de nível ou grau, onde se identificam a medição e a Avaliação, e num novo modelo a função orientadora e de feedback e a função crítica pesquisadora, onde a medição pode fazer parte da avaliação, mas é superada por esta última. E vê na avaliação as seguintes tarefas:

1- Dar a conhecer o rendimento do aluno,
2- Diagnosticar,
3- Valorar a eficácia do sistema de ensino.
4- Prognosticar as possibilidades do aluno e orientar.
5- Motivar e incentivar.
6- Agrupar ou Classificar.
7- Atribuir qualificações aos alunos.
8- Obter dados para a pesquisa e se pode agregar obter dados para a melhora do processo docente educativo.

A avaliação como categoria didática do processo docente educacional tem estado relativamente afastada das mudanças que na posição epistemológica sobre a Educação Física se operaram na atualidade, que de uma consideração funcional, higiênica, desenvolvimento físico, e compensatória, passou-se a uma valoração holística, compreendendo o desenvolvimento psíquico, moral e da personalidade do estudante. No entanto seguem predominando os teste ou provas físicas e de desenvolvimento motor, em seu aspecto quantitativo.

A partir de uma concepção holística do indivíduo de aprendizagem e de sua atuação nos diferentes âmbitos de participação na Educação Física se confeccionou este sistema de avaliação que tem continuação se explica.

CONCLUSÃO

A renovação científico-técnica está presente no campo da Pedagogia e na Didática. Nestas ciências os métodos de ensino –aprendizagem estão em mudanças contínuas os quais abarcam o campo teórico-prático das mesmas.

A aprendizagem dos conteúdos deve ser avaliada, pelo que esta avaliação da aprendizagem não se aparta das transformações, ainda que no interior das salas de aula em ocasiões se mantêm as tendências tradicionais estabelecidas através da história. Como é o fato da não-co-participação dos sujeitos (alunos e professores) no desenho e elaboração da avaliação. Porque as funções dos alunos estão centradas em reproduzir e a dos professores em medir os objetivos pedagógicos propostos para quantificar os conhecimentos aprendidos em cada momento.

Desta forma, a avaliação nas aulas de ensino superior de Educação Física pode ser um instrumento de demonstração de poder, por parte de professores que não têm consciência plena de seu papel como máximos responsáveis pela aprendizagem (não simplesmente pelo ensino) e a educação dos alunos, por outra parte uma avaliação demonstrativa de poder carrega consigo ensinos ocultos, que podem ser contrários aos objetivos declarados dos programas das universidades.

A avaliação deve deixar de ser vista somente com o objetivo de classificar os estudantes entre aprovados e desaprovados. A democratização da avaliação é uma necessidade de todo processo que aspire a ser educativo e passa pela democratização das relaciones professor aluno. Deve-se promover a participação dos estudantes no processo avaliador, que compreende na Educação Física tanto a medição como os juízos de valor mas com uma essência qualitativa.

O sistema de avaliação que se aplica normalmente nos programas de Educação Física no ensino superior deve garantir a valoração de:

Cumprimento dos Objetivos, conceituais, procedimentais e de atitudes.
Atuando nos âmbitos, motor, afetivo e cognitivo.
A atuação dos sujeitos atuantes no processo (Professor e Estudantes).
A valoração da estratégia didática empregada, pois constitui parte dela e a eficácia dos programas, bem como os procedimentos de melhora necessários.

A avaliação deve cumprir funções que esclareçam e motivem o desenvolvimento do processo de educação, conseguindo um autoconhecimento e autoconceito dos sujeitos desse processo, identificando as deficiências e virtudes, e seu aporte ao trabalho educativo e motivador e ao desenvolvimento de atitudes responsáveis.

 

Saiba mais sobre a importância do tema de uma monografia ou um TCC

Veja também um artigo sobre a interdisciplinaridade entre a educação física e a educação ambiental

Ou então uma discussão acerca da ginástica laboral

Quem sabe você também não gostaria de saber sobre a qualidade no atendimento ao cliente

Publicado em 21/05/2011


 
COPYRIGHT