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TEORIA DOS JOGOS NA ECONOMIA

 

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No presente trabalho de pesquisa monográfica, fundamentadora deste pequeno resumo e elaborado por nossa equipe de monografias de base, pretende-se realizar um enfoque da teoria de jogos com o fim de conhecer com a necessária profundidade qual é sua ciência, desde sua origem e que é exatamente, por outro lado, através desta pequena obra textual, deveremos conhecer quais são as aplicações da teoria de jogos na área econômica e suas limitações, isto é, em que áreas é aplicável a teoria de jogos nesta instituição com exemplos muito práticos.

A Teoria dos Jogos se desenvolveu com o simples fato de que um indivíduo se relacione com outro ou outros, sendo tratada também em monografias de Psicologia, já que um dos principais aspectos ligados ao comportamento econômico é profundamente conectado à Psicologia. Contemporaneamente, enfrenta-se cotidianamente esta teoria, em qualquer momento, temos por exemplo quando nos inscrevemos num novo semestre na universidade, em um curso de graduação, quando a reitoria toma a decisão sobre o valor que será cobrado dos alunos, tal instituição está realizando um jogo com seus clientes, neste caso os alunos. Para o homem, a importância que representa a Teoria de Jogos é evidente, pois diariamente se confronta com múltiplas situações que são denominados jogos.

Atualmente tal elemento teórico se ocupa sobretudo do que ocorre quando os homens se relacionam de forma racional, isto é, quando os indivíduos interagem entre si utilizando o raciocínio. No entanto, esta tem várias respostas a quase todos os problemas do mundo, já que os mesmos são oriundos da interação entre os indivíduos.

Evidentemente, definir a Teoria de Jogos é tão absurda como sua lógica, mas a realidade é que a mesma consiste em raciocínios circulares, os quais não podem ser evitados ao considerar questões estratégicas. Por natureza, aos humanos não ocorre muito bem pensar sobre os problemas das relações estratégicas, pois geralmente a solução é a lógica ao inverso, residindo aí o problema da pesquisa sobre tal temática

Nesta forma teórica comportamental, a intuição não educada não é muito confiável em situações estratégicas, razão pela qual se deve treinar tomando em consideração exemplos instrutivos, sem necessidade que os mesmos sejam reais. Pelo contrário, em muitas ocasiões, desfruta-se de vantagens substanciais estudando jogos, se se elegem cuidadosamente os mesmos. Nestes jogos-jogos, podem-se desentender de todos os detalhes.

Se em lugar de utilizar personagens fictícios forem utilizados personagens reais para os jogos se se observasse que tão honesto é esse personagem, como manipularia a informação obtida, etc. Para um especialista nesta base teórica, o fato de ser desonesto, etc., seria um erro comparável ao de um matemático que desrespeita as leis da aritmética porque não lhe agradam os resultados que está obtendo.

INCERTEZA NA ÁREA ECONÔMICA

Os vencedores do Prêmio Nobel de Economia do ano de 2005, Robert Aumann e Thomas Schelling, foram estudiosos da aplicabilidade da teoria comportamental em discussão neste artigo como uma ferramenta analítica da economia.

Há suficiente base teórica para que se possa caracterizar sua validade, sendo interessante convidar os leitores a uma reflexão sobre a filosofia deste elemento, mantendo um nível de generalidade na forma de elementos que serão necessários para que seja possível dominar a linguagem técnica da economia moderna

Teoria dos Jogos nas Ciências Economicas

Os estudiosos desta ferramenta se preocupam com os problemas de decisão sob um panorama de incerteza. É verdade que a incerteza é algo inerente à atividade econômica. O resultado de uma decisão, se a escolha de uma estratégia consciente ou inconsciente do consumidor ou de operadores de negócios ou gestores, necessariamente depende de uma série de acontecimentos que não controlam a tomada de decisões dos demais indivíduos, por mais que esta possa ser caracterizada.

É por isso que desde os teóricos econômicos modernos foram colocados problemas de decisão em um universo probabilístico: sem saber o que vai acontecer, os indivíduos se baseiam em suposições sobre qual seria o panorama futuro, e probabilidades atribuídas, familiarizadas com a aproximação.

Além disso, o método de retorno das Ciências Econômicas para as teorias dos matemáticos do século XVII, como Thomas Bayes e Jacques Bernoulli também é um fenômeno altamente significativo. Desta feita, foi-se capaz de reduzir, mas não de eliminar, a incerteza. Pelo menos, dentro de tal panorama, poderia ser possível controlá-la.

Essa impressão aparente de quase todos os economistas é enganosa. A escola austríaca de estudos econômicos afirma que há uma "incerteza radical", a qual nada poderia superar. Depois da teoria do conhecimento de Hayek que insistiu sobre o assunto, houve o estabelecimento hipóteses propabilísticas sobre o comportamento dos agentes econômicos, no momento em que eles fazem suas escolhas, o decisor pode saber todas as hipóteses possíveis, porque muitas situações hipotéticas aparecem apenas após a tomada de decisão.

Tais teorias estão interessadas em situações em que há interesses aparentemente contraditórios, situações que conduzem a quadros situacionais de cooperação ou de uma "guerra". Para a compreensão de tais condições, deve-se imaginar cenários e assimilar a presença de "jogos infinitamente repetidos."

A desvantagem é que, na Economia, jogos são raramente repetidos. Pode-se até argumentar, com Hayek e Mises, que estes nunca se repetem sob as mesmas condições. Há uma boa razão: os homens agem e propiciam constantemente que por suas ações se modifiquem os dados do jogo. Desta forma, somente depois da decisão já ter sido tomada é que se torna possível medir o seu impacto, e oferecer uma nova informações para a próxima decisão, portanto, não há duas situações históricas semelhantes, já que o simples fato de que tenha havido um primeiro evento e um segundo jamais será o mesmo. Isto se dá, por exemplo, no mercado do petróleo (veja mais sobre uma monografia referente ao PETRÓLEO NO BRASIL E O PRÉ-SAL)

Por outro lado, a cooperação da economia e do comércio são os princípios fundamentais, porque, desde Adam Smith que sabemos que estas são as condições para o sucesso. No entanto, a teoria dos jogos implica que alguma informação significativa para o sucesso do evento está oculta, e que a solução vai depender do que sabe, ou acredita, o outro agente. Aqui estão as relações entre os homens já não abrangidos pelo contrato e pela tentativa e erro, mas pela especulação sobre o comportamento do outro jogador. Em uma lógica de livre comércio todos os "jogadores" vencem simultaneamente.

Mas é verdade que este ganho é subjetivo, de forma que tal elemento comportamental teórico, quando aplicado à Economia, faz com que o resultado seja necessariamente impessoal. A economia não é um jogo, mas requer uma regra de jogos, sendo esta dimensão institucional da vida económica que escapa à teoria debatida aqui. É também uma dimensão humana, porque as regras só existem como resultado da experiência social de longo prazo, o que nos aporta ao território da constância do ser humano, sua personalidade e dignidade.

A ECONOMIA E A TEORIA DOS JOGOS COMPORTAMENTAL

Não deveria surpreender que a Teoria de Jogos tenha encontrado aplicações diretas na área da Economia. Esta ciência específica se supõe que se ocupa da distribuição de recursos escassos. Se os recursos são escassos é porque há mais indivíduos que os querem do que podem chegar a tê-los. Este panorama proporciona todos os ingredientes necessários para um jogo. Ademais, os economistas neoclássicos adotaram o suposto de que a população atuará racionalmente neste jogo. Num sentido, portanto, a economia neoclássica não é senão um ramo da Teoria de Jogos. Os economistas que não se dão conta disso são como o sr Jourdain de Le Bourgeois Gentilhomme, de Moer, que se surpreendeu de saber que tinha estado falando em prosa durante toda a vida sem sabê-lo.

No entanto, ainda que os economistas podem ter sido desde sempre especialistas camuflados em Teoria de Jogos, não podiam progredir pelo fato de não terem acesso aos instrumentos proporcionados por Von Neumann e Morgenstern. Em conseqüência só podiam analisar jogos particularmente simples. Isto explica por que o monopólio e a concorrência perfeita se entendem bem, enquanto todas as demais variedades de concorrência imperfeita que se dão entre estes dois extremos somente agora podem ter o tratamento detalhado que merecem. Isto ocorre em todos os níveis, desde os macroeconômicos como nos micro, além das estruturas econômicas solidárias.

A razão pela qual o monopólio é simples desde o ponto de vista da Teoria de Jogos é que pode ser tratado como um jogo com um único jogador. A razão por que a concorrência perfeita é simples é que o número de jogadores é de fato infinito, de maneira que cada agente individual não pode ter um efeito sobre agregados de mercado se ele ou ela atua individualmente. Aliás, diversos modelos econômicos, como o CAPM, se servem da teoria dos jogos para sua construção.

Veja também:

O PROFISSIONAL CONTÁBIL E O CONTROLE INTERNO

MONOGRAFIAS DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS - ECONOMIA

A QUESTÃO AGRÁRIA

 

 
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