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A PSICANÁLISE E A EDUCAÇÃO

Uma sugestão bastante significativa sobre a escolha do tema de uma monografia, tanto da área de Psicologia ou de Pedagogia, como das especializações de Psicanálise ou de Psicoeducação, entre outras, seria como a Psicanálise pode servir como ferramenta educacional.

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A validade de um tema que tenha significado real para monografias decorre da fundamentalidade do mesmo, ou seja, da importância que este tenha para a sociedade em geral ou um nicho social.

Monografias sobre educação, e ferramentas educacionais ou parapedagógicas são essenciais para o movimento educacional brasileiro.

Psicologia e psiquiatria constroem modelos, hábitos de conduta, quadros clínicos, tipos de personalidade, sistemas de relações, etc. O objetivo destes modelos seria, nas palavras de Comte, “saber para poder prever“. Encontrar os traços comuns a toda patologia serviria de guia para a prática terapêutica. A ilusão seria aportar ao momento onde tudo no campo esteja explicado de antemão. Encontrar tantas leis, conceitos e características onde todo traço singular seja explicável pelo geral. Ilusão sustentada desde o suposto do indivíduo como caso particular de uma ordem universal, tarde ou cedo apreensível pelo saber científico. Aqui já se evidencia o poder de uma monografia sobre o assunto.

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Por outro lado, a psicanálise opera sobre o sujeito da ciência. Sujeito que é englobado por esta para poder constituir-se como tal. A ciência seria a ideologia da supressão do sujeito. E a psicanálise operaria sobre o que a ciência engloba e ao mesmo tempo deixa escapar, tal como o interior, o improviso, o sentimento. (COUTINHO, 2000). Pode-se observar desde 1909 a primeira tentativa da une entre o pedagogo Oskar Pfister e Freud.

O primeiro envia ao segundo dois textos sobre pedagogia que incorporam idéias da psicanálise e solicita a adesão da teoria psicanalítica ao afazer da pedagogia. Freud responde afirmativamente e assim se inicia uma sólida interlocução da que há depoimento epistolar durante os seguintes trinta anos (PATTO, 1996). A partir deste viés já se pode entrever a o estudo de monografias e de TCC sobre a utilização desta ferramenta no processo pedagógico.

As demandas de alguns educadores a partir de então, são de diversa índole no plano da articulação de saberes, a pedagogia convoca à psicanálise a uma conjunção que tente instaurar novos campos. O resultado seria uma sorte de psicopedagogia psicanalítica. No nível dos problemas empíricos, a escola (através de seus educadores diretos e indiretos), solicita a prática especializada que gere soluções aos conflitos que irrompem e interrompem o funcionamento cotidiano e normatizado da instituição. Por outra parte, encontra-se com uma oferta de saberes e afazeres, a qual, propõe-se de tal forma que desvirtua ou oculta a origem mesma da demanda.

Vale aqui a lembrança, como o exemplo, do próprio Freud em seu prefácio ao livro de August Aichhorn onde ele escreve “… o educador deve possuir formação psicanalítica” (OLIVEIRA, 2003).

Ana Freud (OLIVEIRA, 2003), é outro exemplo eloqüente quando se dirige aos educadores em sua própria linguagem, e lhes informa sobre o desenvolvimento infantil desde sua perspectiva da psicanálise (psicologia do Eu). Tenta com isso informar aos mestres, fazer com que entendam a sexualidade infantil a fim de compreender a seus educandos. Escreve um pequeno texto recomendando a experiência psicanalítica como o melhor dos caminhos para do que o educador esteja bem preparado.

São variadas as aproximações que tentam explicar a articulação de psicanálise e (em, para, com) educação. Assim, vemos entre outros os seguintes propósitos:

- Psicanálise para saber as determinações inconscientes da relação pedagógica e poder “educar em forma científica”.

- Psicanálise para resolver os problemas derivados da presença dos alunos que não respondem adequadamente às exigências da escola.

- Psicanálise para que os professores se psicanalizem.Pode-se revisar as dificuldades na tentativa de articular à psicanálise, como aquela disciplina que aponta ao saber sobre a “irracionalidade da conduta”, com o campo da racionalidade “” em que se insere a produção e reprodução do conhecimento. Nos últimos anos são variados os trabalhos desde a mirada psicanalítica que abundam sobre a delimitação destes campos.

Assim, temos já algumas sugestões de estudos condutivos sobre monografias e TCC sobre este assunto.

Mezan (2002, p. 214) diz-nos:

“…o conhecimento da teoria psicanalítica que adquire o educador terá como barreira que impede sua aplicação a própria sexualidade e repressão….e o que queremos recalcar, ….em todo tentativa de aplicação da psicanálise ao campo educativo é que, na diferença existente entre o saber do Inconsciente teoricamente e o saber do Inconsciente clinicamente, jogam-se os alcances e limites de tal aspiração”.

É óbvio que para qualquer profissional cujo objeto de trabalho é o homem, a teoria do sujeito que contribui a psicanálise deve fazer parte de sua bagagem cultural. O mestre não pode ficar-se à margem. Supomos também que um professor que tenha passado por um processo psicanalítico será mais receptivo aos aspectos da vida de seus alunos que de outra maneira ficaria fora do trabalho escolar.

Mas em todas as épocas, professores não psicanalizados foram sensíveis às preocupações e problemas de seus alunos. Também não podemos negar que muitas crianças ou adolescentes apresentam problemáticas individuais que lhes impedem responder com eficácia aos requerimentos escolares. E quando desde a psicanálise se aprofunda nestes casos, aprecia-se que o professor nada tem a ver com este problema, quando muito representa um mais dos objetos externos, ao qual se transferem em sentido amplo, as relações (vínculos) com os objetos internos.

De acordo com a monografias prontas para TCC - Monografia AC

COUTINHO, Maria Tereza da Cunha e MOREIRA, Mércia. Psicologia da Educação: um estudo dos processos psicológicos de desenvolvimento e aprendizagem humanos. Belo Horizonte-MG: Editora lê, 2000.

LAPLANCHE, J. & Pontalis, J.-B. (1992). Vocabulário da psicanálise. São Paulo: MartinsFontes

PEÑA, J. F. (1986). Platão e Banquete. Letras da Coisa no. 3. Curitiba, PR: Coisa Freudiana - Transmissão em Psicanálise.

KUPFER, Maria Cristina. Educação para o Futuro: Psicanálise e Educção. SP, Editora Escuta, 2000.

PATTO, Maria Helena Souza. A Produção do Fracasso Escolar. São Paulo, T. A. Queiroz, Editor, 1996.

HASS,C.(2000). A coordenação pedagógica nuna perspectiva interdisciplinar. In: QUELUZ, A. (org.). Interdisciplinaridade. São Paulo, Pioneira.

FREUD, Sigmund. O Mal-Estar na Civilização; Vol. XXI (1927-1931); Edição Standard Brasileira: Imago Editora Ltada, RJ. Pg.95.

BERMAN,M. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade (trad. Carlos F. Moisés, Ana Maria L. Ioriatti) . São Paulo: Cia das Letras,1986)

HERRMANN, F. O que é Psicanálise? São Paulo: Brasiliense,1984

HOBSBAWN, E.. A Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991 (trad. Marcos Santarrita). São Paulo: Cia das Letras, 1995.

MEZAN, R. Freud Pensador da Cultura, São Paulo: Brasiliense, 1985.

MEZAN, R. Interfaces, São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

OLIVEIRA, M.L. A formação do Educador: contribuições da pesquisa psicanalítica. (texto xerocado e provisório), 2003.

OLIVEIRA, M. L. Por que a Psicanálise na Educação : fragmentos. In: revista Perfil, nº IX, 1996, Departamento de Psicologia Clínica, FCL, UNESP, Assis, SP, pp. 25-35.

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One Comment

  1. julita says:

    GOSTEI MUITO DESTE TEMA: A PSICANALISE E PEDAGOGIA, POIS AMO A PSICOLOGIA E VOU APRENDER MUITO SABRE ESTE (TEMA) GOSTARIA DE RECEBER MAIS INFORMAÇÕES.

    GRATA,
    JULITA

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