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A DENGUE |
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VOLTAR PARA MAIS temas deMONOGRAFIA E TCC DE BIOLOGIA INTRODUÇÃO A Dengue é uma doença infecciosa produzida por um retrovírus, ou vírus genoma RNA, o qual se conhecem quatro tipos: Dengue 1, Dengue 2, Dengue 3, Dengue 4, e transmitida por seu principal vetor, o Aedes Aegyptis, que se caracteriza por sinais e sintomas como febre, cefaléia, mialgia, dor articular, náuseas, vômitos entre outros. No Brasil, está-se diante de uma epidemia de grandes proporções, suscetível a estender-se por anos apesar dos múltiplos esforços que se faz para contê-la, e que pode agudizar-se devido que originou um aumento nos custos econômicos desenvolvendo crises, e por sua vez desequilíbrio no sistema de saúde. Isto ocorre principalmente pela variabilidade ambiental existente, em que o vetor sobrevive tão bem nas cidades como no campo, e se espalha por regiões onde antes não estava, gerando casos mais graves pela baixa resistência da população. É por isto que a transmissibilidade da Dengue vem estar correlacionada com fatores que não só são considerados sociais senão também ambientais; e que deve ser estudada e avaliada desde o ponto de vista clínico e epidemiológico, para desenvolver intervenções de controle no âmbito local. Mediante este agravante, tal monografia tem como meta o estudo da dengue no Brasil e seus quadros de instalação e o impacto gerado na saúde pública brasileira. Saiba mais como fazer a introdução de sua monografia DISTRIBUIÇÃO MUNDIAL DO VETORA presença ou ausência da doença depende da existência do mosquito transmissor, o vírus e população susceptíveis no mesmo lugar, isto nos pode dar uma idéia da distribuição a nível mundial da doença já que é quase seguro que onde coexistam estes três elementos, há Dengue. Pelas condições climáticas e geográficas para a sobrevivência do vetor, as regiões tropicais e subtropicais são as áreas a mais alto risco para o contato com o vírus da dengue. Na atualidade, os vírus da dengue de múltiplos tipos são endêmicos na parte meridional de China e em Hainán, Viet nam, Laos, Camboja (Kampuchea), Tailândia, myanmar (ex Birmania), Índia, Sri Lanka, Indonésia, Filipinas, malasia e Cingapura; a endemicidade é menor em nova Guiné, Bangladesh, Nepal, Taiwán e grande parte da Polinésia. Desde 1983 circularam no norte de Austrália vírus da dengue de vários tipos. Os quatro sorotipos são endêmicos atualmente na África. Em grandes áreas da Africa ocidental provavelmente os vírus são transmitidos de forma epizoótica em macacos; a dengue urbano que afeta ao homem também é comum nesta zona. Em anos recentes se observaram surtos limitados de dengue na costa oriental da Africa, desde Moçambique até Somália e em ilhas distantes como as Seychelles. No continente americano, depois da introdução ou aparição sucessiva dos quatro tipos de vírus na zona do Caribe e América central desde 1977, e sua extensão ao Texas em 1980, na atualidade são endêmicos uno ou mais vírus de dengue no Mexico, muitas ilhas do caribe e muitos países da America central, bem como na Venezuela, Colômbia e Equador. Desde 1986, os grandes surtos no Brasil se propagaram a Bolívia e Paraguai.
Em 1981 houve uma grande epidemia em Cuba que afetou a 400 000 pessoas. As epidemias podem surgir em qualquer lugar em que existam os vetores e se introduza o vírus, tanto em zonas urbanas como rurais. No Caribe Ae. aegypti é quase exclusivamente uma espécie doméstica, encontra-se em áreas urbanas, usualmente a 100 m da habitação humana. O habitat preferido deste mosquito no Caribe são os depósitos com água relativamente limpa, com pouca contaminação e pobre material orgânico e sais. No Caribe os depósitos artificiais são os mais importantes por sua disponibilidade, grande quantidade e por sua proximidade ao domicílio humano. Pelo contrário, esta espécie na África se cria independentemente do homem, em áreas florestais, bem como utilizando habitat doméstico. A DENGUE NO BRASIL - IMPACTO DA EPIDEMIAEm 1973 se declarou que o A. aegypti havia sido erradicado do Brasil, mas ressurgiu três anos depois e a partir desse momento começou a propagar-se gradualmente pelo território nacional. No início dos anos oitenta se notificaram os primeiros casos de dengue, no estado de Roraima, na região norte do país, com circulação dos sorotipos 1 e 4 do vírus, mas não se observou nesse momento uma transmissão autóctone importante. A partir de 1986 se produziram as primeiras epidemias, que chegaram ao Rio de Janeiro e a algumas capitais do nordeste. Desde então, a dengue se tornou endêmica no Brasil, intercalando-se com epidemias, geralmente associadas à introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente indenes. Na epidemia de 1986 se detectou a circulação do sorotipo DEN 1, inicialmente no estado do Rio de Janeiro, desde onde se propagou a seis estados até 1990. Ano em que se detectou a circulação de um novo sorotipo, o DEN 2, também no estado do Rio de Janeiro.durante os anos noventa, a incidência aumentou consideravelmente como conseqüência da difusão do A. aegypti no território nacional, principalmente a partir de 1994. Essa dispersão do vetor esteve seguida pela difusão dos sorotipos 1 e 2 em 20 dos 27 estados do país. Entre 1990 e 2010 se produziram várias epidemias, sobretudo nos grandes centros urbanos do sudeste e o nordeste do Brasil, onde se concentrou a maioria dos casos notificados. As regiões centro-oeste e norte foram afetadas posteriormente por epidemias de dengue a partir da segunda metade da década de 1990. A maior incidência da doença se observou em 1998, com 528.000 casos. A circulação do sorotipo 3 do vírus se detectou pela primeira vez em dezembro de 2000, também no estado do Rio de Janeiro e, posteriormente, no estado de Roraima, em novembro de 2001. A introdução desse sorotipo em tal estado poderia dever-se ao intenso trânsito de pessoas nessa região da fronteira entre Brasil e Venezuela, onde circulam os quatro sorotipos do vírus. Realizaram-se alguns estudos para determinar as características genéticas de cada um dos sorotipos que circulam no país e se identificou a cepa Caribe para o sorotipo 1, a cepa Jamaica para o sorotipo 2 e a cepa Sri Lanka para o sorotipo 3. Para compreender melhor a situação epidemiológica da dengue no Brasil é necessário avaliar cada uma das cinco grandes regiões, já que o comportamento da doença é relativamente diferente delas. Em 2008 houve um novo surto da epidemia, que diminuiu um pouco em 2009 para voltar a crescer em 2010. Nestes últimos anos, observa-se que a difusão do sorotipo 3 do estado onde foi detectado originalmente aos demais estados apresenta um perfil diferente do observado com os sorotipos 1 e 2. Anteriormente, essa difusão havia se produzido de forma lenta e tinham decorrido alguns anos até que em outros estados se apresentaram casos autóctones devidos a um sorotipo novo. Nos primeiros três meses de 2010 já se detectou a presença desse novo sorotipo do vírus em outros dez estados (Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco e São Paulo). Nos primeiros meses do ano aumentaram consideravelmente os casos supostos e confirmados em alguns estados, o qual reforça a tendência a um aumento de casos observada em 2008 e 2009. Nesse período se produziram epidemias em vários estados do país. O total de casos notificados de janeiro a março em 2008 e 2009 nas regiões e estados do país recrudesceu. No sudeste, este aumento se observa principalmente no estado do Rio de Janeiro, com cerca de 145.000 casos notificados até a semana epidemiológica 13, que correspondem a 45,8% do total de casos registrados no país (dados preliminares). A zona metropolitana, onde está a cidade do Rio de Janeiro, capital do estado, apresenta mais de 60% dos casos registrados no estado. Os resultados da vigilância da circulação do vírus revelam um predomínio do sorotipo 3 na epidemia atual. O estado de Espírito Santo também apresentou, de janeiro a março de 2010, um aumento importante no número de casos em comparação com 2009, enquanto nos estados de São Paulo e Minas Gerais se observou uma diminuição dos casos registrados nesse mesmo período. Os estados do nordeste apresentaram, em geral, um aumento dos casos notificados em janeiro, e em particular Pernambuco, com 53.000 casos supostos até a semana 13 (dados preliminares). Este número de casos poderia refletir a circulação do sorotipo 3 também nesse estado, já que foi isolado tanto na capital (Recife) como em outros municípios da zona metropolitana e no interior do estado. Bahia e Rio Grande do Norte também apresentaram um aumento no número de notificações, ainda que inferior ao número de casos no mesmo período de 2009. No estado da Bahia, os estudos realizados anteriormente mostram uma alta prevalência de infecções prévias pelos sorotipos 1 e 2, o qual indica que este aumento de casos observado atualmente também poderia dever-se à circulação do sorotipo 3. Na região centro-oeste, a doença apresentou características epidemiológicas diferentes de anos anteriores, nos quais os casos aumentavam sempre a partir da segunda quinzena de janeiro. O número de casos nos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul começou a aumentar a partir de novembro de 2001, cerca de dois meses antes do período previsto sobre a base do comportamento sazonal observado anteriormente. Os estados da região norte apresentam, em geral, uma diminuição do número de casos notificados de janeiro de 2001 a janeiro de 2002. Destacam-se os estados de Roraima, com circulação autóctone de dengue 3 a partir de novembro e um pequeno aumento de casos em janeiro, e o estado de Tocantins, com um marcado aumento de novembro de 2009 a janeiro de 2010 que coincide com o quadro observado na região centro-oeste. Na região sul, em janeiro e fevereiro de 2010, o estado do Paraná apresentou uma diminuição significativa dos casos supostos notificados em comparação com 2000. Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul permanecem livres de transmissão autóctone, ainda que o número de casos importados aumentou em comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de casos graves da doença também apresentou um aumento importante em 2010. Os serviços de atendimento têm como padrão notificar com maior freqüência quadros de plaquetopenia abaixo de 100.000/mm3. O número de casos de febre hemorrágica da dengue (FHD) no país também aumentou: o total de casos confirmados até a semana epidemiológica 13 de 20010 foi de 1.559, com 60 mortes, enquanto durante todo o ano de 2009 se registraram 682 casos com 29 mortes. CONCLUSÃO A gravidade da situação atual da dengue no Brasil é que reveste características de epidemia; que pode ser definida como um aumento do número de casos na mesma região. A taxa de impacto da dengue em nosso país é a mais alta que houve no mundo durante o último século. A participação comunitária é um elemento fundamental na luta contra a dengue, sendo difícil que uma comunidade pobre cuja população tem um baixo nível cultural e educacional, com um sistema de coleta de resíduos defiente, preocupe-se pelo controle do vetor quando sua prioridade é lutar por sua subsistência. Na situação atual de nossa região, esta realidade constitui um desafio para o controle do mosquito vetor e portanto a doença. É importante que o setor saúde desempenhe um papel protagonista na direção das campanhas de luta antivetorial, a vigilância epidemiológica para a detecção precoce dos surtos e capacitação do pessoal médico para conseguir um diagnóstico oportuno e certeiro que evite morte. No entanto há numerosas atividades, tais como o fornecimento de água potável, seu armazenamento e a disposição de resíduos líquidos e sólidos não depende da estrutura do sistema de saúde. Em muitas ocasiões estes serviços são privados e ainda que as entidades responsáveis obtêm quantiosos ganhos não participam nas ações dirigidas a controlar a transmissão do dengue. No entanto sua participação é um fator determinante para reduzir os focos da criação do vetor, a maioria dos quais obedecem à ação do homem. O governo, as entidades encarregadas dos serviços enfim, todas as instâncias da sociedade devem participar nos programas de prevenção do dengue. Devemos tomar consciência de que a Dengue é uma realidade, que pode afetar a todos e fazer o possível para evitar os criadouros de larvas em nossa casa e seus arredores é indispensável. Veja como fazer uma conclusão de monografia e tcc TEMAS E ARTIGOS DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS BIOLÓGICASEsta é uma seleção de alguns artigos e temas de monografias e tcc de Biologia. Para mais temáticas, veja Monografias de Ciências Biológicas CONTAMINAÇÃO POR DIOXINAS - Como se dão os processos contaminantes ambientais e humanos por dioxinas, quais as consequências e a necessidade de maiores estudos a compreensão. A CHUVA ÁCIDA - Importância do controle de contaminantes ambientais para se evitar o fenômeno da chuva ácida. Veja também mais temas de monografias e tcc de Medicina
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