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A ADOLESCENCIA

Veja mais temas de monografia e tcc de Psicologia

Falar de adolescência é situar o indivíduo a um tempo de mudança na estrutura de sua personalidade. As mudanças, que no âmbito das estruturas psíquicas ocorrem, têm sua base motriz em toda uma série de transformações às quais o paciente não pode recusar-se e somente deve contentar-se em esperar que tudo passe. Em tal sentido, temos por isso a um sujeito “mutante”, onde toda uma série de transformações físicas o tornam “estrangeiro” em si mesmo e no referente a seu meio. Corresponde pensar o sujeito que atravessa este momento como um ser vivo em plena organização e reorganização estrutural permanentes (REZENDE, 1997).

Diversos são os problemas possiveis de serem estudados em monografias e tcc de Psicologia. Este momento é crucial já que constitui para o adolescente uma intensa experiência de despojamento e perdas que mobilizam os mecanismos de luta: está saindo de sua infância e “nascendo” novamente para a vida. É nesta etapa e que o sujeito construirá modelos exteriores em seu empenho em contar com um espaço próprio e em triunfar socialmente, ainda que segue contando com a família como apoio.

A entrada para a adolescência traz implicada a própria finitude bem como também a idéia de morte enquanto real e próxima. O adolescente já é, neste ponto, em mais um ser sexuado com sua própria genitalidade (FILHO,1995). Assim, o estudo em uma monografia pode enfocar a Psicanálise da Adolescencia, por exemplo.

Este processo adolescente de transformação que comove de forma brusca a estrutura psíquica, já que se impõe ao sujeito, permite pensá-lo em crise como um ser vivo em organização e reorganização permanentes. O adolescente, como uma pessoa em plena crise “de crescimento”, encontra-se dentro de um processo de transformação com perda de velhos vínculos e aquisição de outros novos. Esta crise se pode ver numa reproposição de seu ser, onde o sujeito se desconhece “desde si” e “desde o outro” (sentimento de alheiamento), “estrangeiro” em relação à falta de reconhecimento por parte do outro e de si mesmo. Tal movimento não é isento de riscos, já que o nível de depressão infantil e adolescente aumenta a cada ano em nossa sociedade.

A tramitação das mudanças que estão ocorrendo realiza-se na adolescência, que é simplesmente um tempo e está marcada pelo trabalho do duelo e pela queda dos ideais (ideais tomados no sentido de aspiração de “ser como”). Para aceder à adolescência, o púber tem que matar todas suas representações de criança e dar a seu corpo um novo sentido. Veja aqui quantas idealizações para uma monografia ou um TCC sobre as transformações psicológicas do ser humano. Acreditamos mesmo que uma dissertação de mestrado cabe neste universo.

Depois da queda do Complexo de Edipo, a criança ingressa no período de Latência resignando-se a esperar seu futuro ainda que sua sexualidade continua de forma latente. Compreende que deverá encontrar um objeto amoroso no extrafamiliar, conservando sentimentos ternos por seus pais (FILHO, 1995).

A adolescência contribui com uma nova visão do mundo onde sentimentos de solidão e abandono costumam apresentar-se. Estes sentimentos dão conta que perder os primeiros objetos amorosos (pais) é também ser deixado por eles junto com a idéia de que nada poderia chegar a substituí-los. Muitas vezes o indivíduo não consegue ultrapassar esta barreira sentimental, desenvolvendo um quadro de transtorno de ansiedade, de impacto variável.

Durante a infância, a identidade infantil está dada por certas alianças com o Eu Ideal dos pais. A representação do ideário paterno sobre o indivíduo infantil, e que é desconstruído pela adolescência, também é uma excelente abordagem para um artigo cientifico ou uma monografia.

Ao longo do período de latência, os pais continuam ainda no lugar de ideais mas o adolescente vai estabelecendo novos nexos ou alianças com “outros” semelhantes a ele, começando a questionar sobre quem está no lugar de ideais. Ao ir caindo os pais desse lugar, começa a gerar-se a busca de novas metas. É a puberdade, desde o físico, que o fará semelhante a seus pais ao outorgar-lhe um corpo maduro, mas a adolescência contribui com outra semelhança: o rapaz se identifica a seu pai como homem e a mulher se identifica a sua mãe como mulher. Os adolescentes deixam já suas imagens de crianças, para serem outros iguais a seus pais. Com o reconhecimento de sua genitalidade, unida à idéia de procriação, se localizarão como doadores à sociedade de filhos, passando de ser filho de seus pais a ser pai de seus filhos (dos seus próprios) passando seus pais a ocupar a posição de avós. Mas a aquisição de tal posição posiciona o adolescente dentro de um tempo de existência, surgindo assim a idéia de morte como finitude do ser físico (KRUPNIIK, 1995). Veja aqui quantos significados possíveis para uma hipótese ou cujo estudo cabe um excelente objetivo da pesquisa.

Até aqui, poderíamos propor um duplo nascimento: primeiro se nasceria para uma existência dentro da espécie e depois para viver, istoé, para o sexo. A existência estaria marcada pelo meio social ao que advém sujeito e pelos primeiros laços identificatorios que o indivíduo estabelece com seus pais. Não sendo mais do que o ser ideal de seus pais, o sujeito é obrigado a ser alguém, não se reconhecendo corte ou separação alguma.

A queda de seus ideais infantis (ser como seus pais) permite ao sujeito romper com as ataduras dessas primeiras relações que o sujeitavam à ordem do endogâmico e do desejo do outro, para poder ingressar à adolescência e construir seus próprios ideais: aqueles que se deseja ser e fazer (MELODY, 2003).

A adolescência é o tempo em que o ser humano deixa de ser Deus apartando-se disso ao ocupar um lugar, o de pai ou mãe, e vencendo a angústia de descobrir-se como ser finito através dos filhos, do transcender através deles.

Da mesma forma, temos um artigo interessante sobre a PSICOLOGIA E RELAÇAO ENTRE PAIS E FILHOS, que vai ajudar você a entender um pouco mais sobre o que se passa com o adolescente.

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LISTA DE BIBLIOGRAFIAS SOBRE PSICOLOGIA E ADOLESCENCIA:

Cardoso, Fernando Luiz. O Que É Orientação Sexual? São Paulo: Brasiliense, 1996.

Certeau, Michel De. A Cultura No Plural. Editora Papirus, Campinas 1994.

Corrêa, Sonia. Gênero E Sexualidade Como Sistemas Autônomos: Idéias Fora Do Lugar? In: Richard Parker E Regina Maria Barbosa, Sexualidades Brasileiras.

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Beyaert F, Erlicher P - Adolescence And Suicidal Tendencies, Imago, 1999, 6/1 (5-12)

Garrido Romero R, Garcia Garcia Jj, Carballo Ruano E -Voluntary Intoxication As A Form Of Attempted Suicide, Anales Espanoles De Pediatria, 2000, 53/3 (213-216)

Handwerk Ml, Larzelere Re, Friman Pc, Mitchell Am - The Relationship Between Lethality Of Attempted Suicide And Prior Suicidal Communications In A Sample Of Residential Youth, Journal Of Adolescence, 1998, 21/4 (407-414)

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Osorio, L.C. (1992). O Adolescente Hoje. Porto Alegre: Artes Médicas.

Outeiral, J. (2003). Adolescer: Estudos Revisados Sobre Adolescência. Rio De Janeiro: Revinter.

Silva, S. P. (2002). Considerações Sobre O Relacionamento Amoroso Entre Adolescentes. In: Caderno Cedes, V.22 N.57. Campinas: Unicamp.

 

 
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